Segunda-feira, 08 de junho de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Com liderança questionada, Hugo Motta tem semana decisiva à frente da presidência da Câmara dos Deputados

Compartilhe esta notícia:

Aliados de Motta fizeram críticas à condução inicial da crise.

Foto: Kayo Magalhães/Ag. Câmara
O motivo seria a estratégia de Motta para “enterrar” o projeto que concede anistia a Bolsonaro e a condenados pelos 8 de Janeiro. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Após uma semana marcada pela ocupação da Mesa Diretora no plenário da Câmara dos Deputados, parlamentares avaliam que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), enfrenta dias decisivos para demonstrar que mantém autoridade no comando.

Deputados ouvidos afirmam que já passou da hora de Motta “mostrar liderança na governabilidade” e de articular uma punição exemplar aos envolvidos no episódio.

Na última sexta-feira (8), a Mesa Diretora adiou a decisão sobre suspender deputados que participaram da ação. A opção foi encaminhar representações contra 14 parlamentares à Corregedoria Parlamentar. O presidente aguarda agora o parecer do corregedor, deputado Diego Coronel (PSD-BA), antes de enviar os casos ao Conselho de Ética.

Os processos envolvendo Gilvan da Federal (PL-ES) e André Janones (Avante-MG), que já tiveram mandatos suspensos, seguiram diretamente para o Conselho de Ética por meio de representações elaboradas pela própria Mesa.

Segundo um deputado, a prioridade para Motta é “ter atitude de líder” e mostrar “controle da situação”. Um líder partidário reconhece que o presidente da Câmara saiu “fragilizado” com o episódio, mas afirma que o saldo político dependerá dos próximos passos.

“Os próximos dias serão determinantes para saber se ele continuará nessa posição. Não é o retrato de agora que define o cenário, e sim a sequência. A questão é como será a semana que vem”, disse.

Para parlamentares, um sinal considerado “imprescindível” será a capacidade de Motta de aprovar a pauta que será fechada com os líderes na terça-feira (12), em reunião.

A base governista vê margem para avançar em projetos de interesse do Executivo, já que a mobilização no plenário foi articulada por deputados bolsonaristas. Entre as propostas mencionadas está o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliados de Motta também fizeram críticas à condução inicial da crise. Eles apontam que o presidente demorou a retornar a Brasília e só esteve na Câmara no dia seguinte à ocupação.

Na terça-feira (7), ele manteve compromissos na Paraíba, mesmo após o início da mobilização no plenário. Parlamentares atribuem a ele a responsabilidade por permitir que a situação chegasse ao ponto de confronto.

“As pessoas voltaram do recesso sem uma pauta definida. Se já houvesse votações programadas e o presidente estivesse presente na Casa, aquela entrada no plenário não teria ocorrido”, avaliou um líder do Centrão.

 

(Com O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Anderson Cardoso da Silva
10 de agosto de 2025 22:00

Turma do PT , Psol ,Pcdocu, em 2019 invadiram o plenário, cagaram nos banco , e nada foi feito ..porque está podridão não cobra do luliz a verdade da roubalheira do inss,

Vanderlei Stefani
10 de agosto de 2025 23:19

Deixou os invasores da extrema direita tomar conta, perdeu toda autoridade, se é que tinha alguma.

Vanderlei Ochoa
10 de agosto de 2025 23:55

Os marginais que invadiram a câmara devem ser punidos exemplarmente.

Glaucio Dos Santos Brum
11 de agosto de 2025 13:58

Os marginais invadirama mesma câmara em três anos, mas, como foi a turma do ódio do bem, tudo certo. Agora comparem o pensamento dessa gente, onde seus ídolos tudo podem e democracia é só o que eles querem.

Conselheiro de Trump diz que não vai parar até que Jair Bolsonaro “esteja livre”
Primeiro-ministro de Israel e Trump discutem planos de ofensiva em Gaza
Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x