Domingo, 26 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 4 de setembro de 2020
Com mais pessoas procurando trabalho no País, a taxa de desemprego aumentou de 13,3% na primeira semana de agosto para 13,6% na segunda semana do mês, de acordo com os dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Covid-19, divulgados nesta sexta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A população desocupada foi estimada em 12,9 milhões de pessoas na segunda semana de agosto, cerca de 300 mil a mais que o registrado na primeira semana do mês (12,6 milhões de pessoas).
A taxa de participação na força de trabalho (55,7%) na semana de 9 a 15 de agosto ficou estável nas duas comparações: frente à da semana anterior (55,3%) e à primeira semana de maio (55,2%).
A população fora da força de trabalho (que não estava trabalhando nem procurava por trabalho) era de 75,5 milhões de pessoas, mantendo-se estável em relação à semana anterior (76,1 milhões) e, também, frente à semana de 3 a 9 de maio (76,2 milhões). Nessa população, disseram que gostariam de trabalhar cerca de 27,1 milhões de pessoas (ou 35,9% da população fora da força de trabalho). Esse contingente caiu em relação à semana anterior (28,1 milhões ou 36,9%) e ficou estável frente à semana de 3 a 9 de maio (27,1 milhões ou 35,5%).
Cerca de 17,7 milhões de pessoas fora da força que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho, não o fizeram por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Elas correspondiam a 23,5% das pessoas fora da força. Esse contingente permaneceu estável em relação à semana anterior (18,3 milhões ou 24,1%), mas diminuiu frente à semana de 3 a 9 de maio (19,1 milhões ou 25,1%).
A pesquisa estimou em 82,1 milhões a população ocupada do país na semana de 9 a 15 de agosto, com estabilidade em relação à semana anterior (81,6 milhões de pessoas) e queda em relação à semana de 3 a 9 de maio (83,9 milhões de pessoas).
A população ocupada e não afastada do trabalho, estimada em 75,1 milhões de pessoas, ficou estável em relação à semana anterior (74,7 milhões) mas aumentou frente à semana de 3 a 9 de maio (63,9 milhões). Entre essas pessoas, 8,3 milhões (ou 11,1% da população ocupada e não afastada) trabalhavam remotamente. Esse contingente ficou estável frente à semana anterior (8,6 milhões ou 11,5%). Já em relação à semana de 3 a 9 de maio esse contingente ficou estável em números absolutos (8,6 milhões) mas caiu, em percentual.
O nível de ocupação (48,2%) ficou estável frente à semana anterior (47,9%) e caiu em relação à semana de 3 a 9 de maio (49,4%).
A proxy da taxa de informalidade (34,1%) ficou estável em relação à semana anterior (34,2%), mas recuou frente à semana de 3 a 9 de maio (35,7%).
Cerca de 4,3 milhões (ou 5,2% da população ocupada) estavam afastados do trabalho devido ao distanciamento social. Esse contingente ficou numericamente estável frente à semana anterior (4,7 milhões) mas teve queda, percentualmente (5,7% da população ocupada). Houve recuo numérico e percentual frente à semana de 3 a 9 de maio (16,6 milhões ou 19,8% dos ocupados).
O número de pessoas que gostariam de trabalhar, mas não buscaram emprego, reduziu em um milhão, passando de 28,1 milhões para 27,1 milhões. Nesse grupo também estão as pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram devido à pandemia ou por falta de trabalho no local onde vivem, e que diminuiu de 18,3 milhões para 17,7 milhões.
Uma parcela dessa população conseguiu se ocupar, mas a restante foi para a desocupação, segundo os dados. A população desocupada permaneceu estável no período, em 12,9 milhões.
“Embora pouco significativo, tivemos um leve aumento da população ocupada (82,1 milhões) e da desocupada, e uma discreta diminuição da população fora da força de trabalho (75,4 milhões). Isso sugere, como já tínhamos observado na semana passada, uma leve retomada das atividades econômicas e da recuperação do emprego”, analisou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.
Essa possível retomada pode ser vista nos dados de informalidade. Embora tenha ficado estatisticamente estável na segunda semana de agosto, o total de pessoas que estava trabalhando de forma informal (28,0 milhões) foi levemente superior ao registrado na semana anterior (27,9 milhões). A taxa de informalidade ficou em 34,1%. No início de maio, 30 milhões trabalhavam de forma informal. As informações são do IBGE.
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