Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de maio de 2025
Marcos Sampaio Olsen foi indicado como testemunha de Almir Garnier, ex-comandante da Marinha no governo Bolsonaro e um dos réus da trama golpista.
Foto: Pedro França/Agência SenadoO comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, afirmou nessa sexta-feira (23) que desconhecia qualquer plano de mobilizar tanques para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023. Ele prestou depoimento como testemunha na ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado ocorrida durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro.
O comandante foi indicado como testemunha de Almir Garnier, ex-comandante da Marinha no governo Bolsonaro e um dos réus do núcleo 1 da trama golpista.
Conforme a investigação, Garnier teria colocado a força à disposição de Bolsonaro no caso da decretação de um estado de sítio ou de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no final de 2022.
Ao ser perguntado pela defesa de Garnier se a Marinha mobilizou tropas para aderir à tentativa de golpe, o comandante negou qualquer planejamento para implementação da medida. Em 2022, Olsen chefiava o Comando de Operações Navais, departamento responsável pelo emprego de tropas navais.
“Em nenhum momento houve ordem, planejamento ou mobilização de veículos blindados para impedir os poderes constitucionais”, afirmou Olsen ao prestar esclarecimentos na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).
Olsen também confirmou que não recebeu ordens de Garnier para empregar tropas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O atual comandante assumiu o cargo no governo Lula, mas Garnier não compareceu à cerimônia de passagem de comando.
“Não recebi qualquer determinação nesse sentido”, completou.
Antes de assumir o comando da Marinha, Olsen exerceu o cargo de comandante de Operações Navais, subordinado a Garnier.
Conforme a investigação, Garnier teria colocado a força à disposição de Jair Bolsonaro (PL) no caso da decretação de um estado de sítio ou de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no final de 2022.
Depoimentos
Entre os dias 19 de maio e 2 de junho, serão ouvidas testemunhas indicadas pela acusação e as defesas dos acusados. Após os depoimentos das testemunhas, Bolsonaro e os demais réus serão convocados para o interrogatório. A data ainda não foi definida.
Os oito réus compõem o chamado núcleo crucial do golpe, o núcleo 1, e tiveram a denúncia aceita por unanimidade pela Primeira Turma do STF em 26 de março. São eles:
– Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
– Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022;
– General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
– Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
– Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
– Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
– Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
– Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
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Rosinha, acorda e volta pro mobral. Tu é muito ignorante e não junta lé com cré. Petista inteligente nasce morto.
Não, um almirante, assim como tem generais coronéis… Gente que honra a farda.
Diferente de ti, um ignorante que não sabe escrever.
Outro Golpista?
Todos deveriam estar preocupados é com essa lei q esse velho gaga, mandou para o congresso e que vai fazer nos pagarmos mais a conta de luz, se ele quer dá isenção que de com o dinheiro dele não com o dos outros
O bebum cachaceiro criou uma narrativa e agora quer obrigar as pessoas a dizer o que ele pensa que foi… Para iso usa seus cães adestrados para torturar e insistir com balelas. Mas a realidade é que nada aconteceu, e como incrimiar alguem com algo hipotético da cabeça dos patéticos ?
Como prender alguem por assassinato se não existe um corpo ?