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Mundo Começou a limpeza radioativa na cidade que abriga a usina nuclear de Fukushima

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Substância foi recomentada por autoridades japonesas em 2021 após desastre nuclear de Fukushima. (Foto: Reprodução)

A cidade japonesa de Futaba, um dos dois municípios que abrigam a usina de Fukushima, começou nessa segunda-feira sua descontaminação nuclear, para que possa ser habitada novamente em 2022, 11 anos depois da catástrofe.

Os trabalhos de limpeza começaram nas áreas poluídas por substâncias radioativas, após o acidente nuclear causado pelo terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011, que obrigou a retirada dos moradores da cidade e a proibição das visitas à região, informaram as autoridades locais.

O plano de descontaminação faz parte de um projeto do governo do Japão, com o objetivo de que essas áreas possam voltar a ser habitadas. O projeto inclui o desenvolvimento de infraestrutura na região. A empresa responsável pela central, a Tokyo Electric Power Company, financiará a limpeza.

“Sentir que a reconstrução progride ajudará a estimular a motivação das pessoas da cidade para retornar”, afirmou o prefeito de Futaba, Shiro Izawa, à agência japonesa Kyodo.

Futaba e Okuba são os dois municípios que hospedam a central de Fukushima Daiichi. As duas tiveram que ser evacuadas completamente após o desastre nuclear.

Atualmente, Futaba é considerada uma área de “difícil retorno”, por isso nenhum de seus habitantes pôde voltar para casa e somente 4% da cidade estão abertos a visitas.

Por enquanto, foi iniciada a eliminação da camada superior do solo perto da Estação Ferroviária de Futaba, bem como o corte da grama nas ruas e a demolição de cerca de 60 casas e instalações públicas, sob a supervisão do Ministério do Meio Ambiente.

Espera-se que Futaba volte a ser habitável em 2022, quando o governo japonês planeja retirar a ordem de evacuação, enquanto que em 2020 os trens poderão retomar as operações nessa linha.

Depois do acidente nuclear, foi estabelecida uma área de segurança que tem sido reduzida gradualmente, permitindo que os moradores voltem às suas casas, embora a maioria tenha preferido não fazê-lo, dada a escassez de serviços e o medo da radioatividade, entre outros motivos.

As emissões e vazamentos radioativos que resultaram do desastre na central de Fukushima ainda mantém fora de casa milhares de pessoas que viviam próximo da usina. O acidente também afetou a agricultura, pecuária e pesca.

Robô

Depois  dos desastres em Fukushima, uma nova sonda robótica em formato de cobra que a Toshiba ajuda a verificar os possíveis danos nas estruturas. Por conta dos altos níveis de radiação em torno da usina abandonada, este robô terá o trabalho de ir até lá para inspecionar as instalações.

O robô tem 12 metros de extensão e é, basicamente, um longo telescópio com uma câmera fixada na ponta. Ele será usado na Unidade 2 do complexo nuclear de Fukushima, onde a extensão dos vazamentos e dos danos causados pelo terremoto e tsunami de 2011 ainda não são conhecidos por completo.

 O objetivo dos pesquisadores japoneses é agregar o maior volume possível de informações sobre o estado da usina de maneira segura. Assim, será possível identificar quais falhas na estrutura permitiram o vazamento de radiação e o que deve ser feito para impedir novos acidentes como o de 2011.

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