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Capa – Caderno 1 Começa nesta segunda-feira o julgamento da gangue que espancou até a morte um adolescente em Charqueadas

Ronei Faleiro Junior foi assassinado em agosto de 2015 na saída de uma festa. (Foto: Reprodução)

A 1ª Vara de Justiça da Comarca de Charqueadas (Região Carbonífera) começará nesta segunda-feira, a partir das 9h, o julgamento de três dos nove acusados pelo assassinato do Ronei Faleiro  Júnior, 17 anos, em agosto de 2015. Ele morreu após ser espancado por uma gangue na saída de uma festa no Clube Tiradentes, no centro da cidade gaúcha. O pai dele e um casal de amigos também sofreram agressões quando chegavam ao local para buscar o adolescente.

O MP (Ministério Público) denunciou Peterson Patric Silveira Oliveira, Vinícius Adonai Carvalho Da Silva e Leonardo Macedo Cunha, juntamente com os demais, pelos crimes de homicídio qualificado (meio cruel e recurso que dificultou a defesa), três tentativas de homicídio contra outras pessoas no local, associação criminosa e corrupção de menores, já que adolescentes participaram do ataque – eles já cumpriram medida socioeducativa de internação pelo prazo máximo três anos, previsto em lei. Outros três foram absolvidos.

A previsão é de que o júri dure até três dias, durante os quais deverão ser ouvidas vítimas, acusados e 22 testemunhas. Já os demais acusados devem sentar no banco dos réus nos dias 13 de abril (réus Alisson Cavalheiro, Geovani Souza e Volnei Araújo) e 27 de abril (Matheus Alves, Cristian Sampaio e Jhonata Hammes).

O júri de todos eles estava inicialmente marcado para 18 de novembro do ano passado, mas acabou adiado no dia da sessão, por decisão da juíza de ireito Greice Moreira Pinz, que atendeu a pedido do defensor de um dos acusados. Na mesma ocasião, optou-se pela divisão em três novas datas.

Ataque brutal

Conforme a denúncia do MP, por volta das 5h do dia 1º de agosto de 2015, o pai de Ronei foi buscá-lo na saída da festa organizada para arrecadar fundos para a formatura. O adolescente era um dos organizadores. Assim que ele e amigos chegaram à rua, foram alvo de agressões brutais, com socos, pontapés e golpes com garrafas.

O homem levou o filho a um hospital local, onde foi orientado a conduzi-lo até Porto Alegre, onde Ronei morreu quando chegava à Santa Casa de Misericórdia. A causa da morte foi hemorragia intracraniana e traumatismo.

A procuradoria conclui que o ataque foi motivado pela simples rejeição, por parte da gangue, a moradores de São Jerônimo, cidade-vizinha a Charqueadas e onde morava Richard Wienke, amigo de Ronei que era o alvo inicial do grupo.

À exceção de Jhonata Paulino da Silva Hammes, em prisão domiciliar desde dezembro de 2015, os demais oito réus estão presos na Cadeia Pública, antigo Presídio Central de Porto Alegre.

O júri

Nos júris populares, sete jurados (Conselho de Sentença), escolhidos em sorteio prévio, decidem pela culpa ou inocência do réu. Em caso de condenação, cabe ao Juiz estipular o tempo e as condições da pena.

O julgamento devecomeçar por eventuais depoimentos da vítima (homicídios não consumados), de testemunhas, seguidos do interrogatório do réu. Depois, na fase de debates, acusação e defesa, nessa ordem, têm hora e meia para apresentar argumentos. Caso desejem, podem dispor cada um de mais uma hora de réplica e tréplica. Os tempos são majorados nos casos em que há mais de um réu.

(Marcello Campos)

 

 

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