Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

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CAD1 “Começou todo mundo a correr”, disse moradora que presenciou o ataque contra Bolsonaro

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As pessoas que estavam perto de onde ocorreu o ataque relataram um ambiente de muito tumulto e grande incerteza. (Foto: Reprodução)

Os minutos que se seguiram ao atentado contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foram de correria e confusão no centro de Juiz de Fora, Minas Gerais. Os moradores que estavam próximo ao ataque relataram um ambiente de muito tumulto e grande incerteza diante dificuldade de entender o que tinha ocorrido com Bolsonaro. No início, houve rumores de que ele tinha levado um tiro.

“De repente começou uma movimentação igual a briga de carnaval. O pessoal começou a falar que ele (Bolsonaro) estava passando mal, depois falaram que era tiro e aí começou todo mundo a correr”, afirmou uma moradora de Juiz de Fora que preferiu não se identificar.

“Eu procurei um policial e ele me disse que o Bolsonaro tomou uma facada, mas estava de colete. E eu fiquei sem saber se ia continuar (o comício). Nisso, eu vi um carro de polícia e me disseram que o Bolsonaro saiu dentro do carro”, afirmou.

Bolsonaro foi atingido por uma facada na região da barriga durante corpo a corpo com eleitores. Na hora do ataque, o presidenciável do PSL era carregado no ombro por apoiadores. Ele foi operado em Juiz de Fora e está internado Hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo.

Logo após o atentado, a estudante universitária Viviane dos Santos Aguiar disse que viu um grande tumulto próximo de onde estava o candidato.

“Começou aquele tumulto danado, eles pegaram o Bolsonaro e o levaram. Veio um carro e entrou na contramão. Era o carro dele. Me falaram que o Bolsonaro tinha sido esfaqueado, que estava no hospital e que não sabiam o estado ou a gravidade do estado (de saúde) dele”, disse Viviane.

Em Juiz de Fora, o candidato começou sua caminhada no Parque Halfeld, homônima à rua onde momentos depois seria esfaqueado. A caminhada estava prevista para terminar na rua Halfeld, uma das mais movimentadas da região central, onde haveria um comício do presidenciável.

“Eu cheguei lá três horas, certinho. A hora que supostamente ia começar o ato. Daí, foi descendo [a rua], normalmente, todo mundo gritando o nome dele, e algumas pessoas, na verdade, vários curiosos que nem estavam apoiando ele”, afirmou o jornalista Rafael de Oliveira.

“Mas depois que ele entrou na Rua Halfed mesmo, passou da Rio Branco, eu deixei todo mundo passar, fui para trás, entrei na rua paralela, que é a Barão de São João Nepomuceno, para dar a volta e pegar a Getúlio Vargas pelo outro lado. Aí, quando eu estava do outro lado, entrando, foi que mudou, uma correria. (…) Foi uma mudança de clima, de alegria, para um misto de raiva, gente chorando. Tinha muita gente gritando”, disse.

Agressor preso

O homem responsável pelo ataque ao candidato do PSL é Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos. O agressor foi preso na delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora, onde confessou o crime. Ele será transferido para o presídio federal de Campo Grande.

No depoimento, Adélio disse que o ataque contra o presidenciável “foi a mando de Deus” e que agiu sozinho, sem ajuda de partido político ou empresa. O agressor é formado em pedagogia. Atualmente, não há registro de filiação partidária dele, mas Oliveira foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014. Ele tem passagem na polícia em 2013 por lesão corporal.

A executiva do PSOL em Minas Gerais confirmou que o agressor foi filiado ao partido no passado e divulgou nota repudiando o ataque e cobrando uma investigação.

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