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Brasil Comitê Internacional Independente, que analisa os estudos da vacina CoronaVac, pede retomada dos testes no Brasil

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Imunizante é desenvolvido pelo Instituto Butantã em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Foto: GOVSP
Coronavac foi aprovada junto com a vacina de Oxford. (Foto: GOVSP)

O Comitê Internacional Independente do estudo da Coronavac confirmou que a morte de um voluntário do estudo não teve relação com a vacina e recomendou a retomada da pesquisa, que foi suspensa na segunda (9), pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e solicitou a retomada dos testes nesta terça-feira (10).

O comitê é integrado por especialistas de fora do Brasil e tem como função analisar dados de eficácia e segurança do estudo de forma imparcial. O documento já foi encaminhado à Anvisa e à Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa).

A Anvisa confirmou o recebimento do relatório e disse que o documento está em análise. Mais cedo, a agência havia dito que apenas com o parecer do grupo seria possível tomar uma decisão sobre a continuidade ou não dos testes.

a Anvisa determinou a paralisação dos testes, o que abriu um embate com o Instituto Butantan, que considerou a decisão desacertada. A ausência de nexo causal entre o evento adverso grave com um voluntário e a vacina é um dos fatores apontados.

A Anvisa assinalou, em entrevista coletiva nesta terça-feira, que o parecer deveria ter sido enviado junto com a comunicação, feita pelo Butantan na última sexta-feira, do evento adverso grave. Os órgãos não dão detalhes sobre o episódio por questão de confidencialidade. O evento adverso, no entanto, foi a morte de um participante por suicídio.

O documento traz dados e datas que agora irão ser analisados pela Anvisa. Técnicos da agência começaram a avaliar o documento em inglês. Ainda não se sabe quando sairá a nova decisão.

O STF (Supremo Tribunal Federal) também já se posicionou cobrando resposta da Anvisa em até 48 horas.

Antes de receber o documento, o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirmou que o estudo continuaria suspenso até que a agência recebesse todas as informações sobre a morte do voluntário. Barra disse que as informações do Butantan chegaram “insuficientes e incompletas” e que, por isso, a agência decidiu pela suspensão dos estudos.

“As informações veiculadas ontem (segunda-feira) foram consideradas, pela área técnica, insuficientes, incompletas, para que ontem fosse possível, de posse delas, continuar permitindo o desenvolvimento vacinal”, afirmou Barra.

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