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Porto Alegre Representantes da prefeitura e do empresariado definem ações contra o comércio irregular em Porto Alegre

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. (Foto: Juliane Soska/SMDE)

Uma reunião realizada nesta terça-feira (10) pela prefeitura de Porto Alegre com dirigentes de entidades ligadas ao comércio definiu uma série de ações contra a atuação de ambulantes irregulares na capital gaúcha. No foco do planejamento está uma série de operações especiais de fiscalização para o final do ano, quando o movimento de consumidores costuma aumentar em áreas como o Centro Histórico.

“O objetivo é evitar a ocupação de espaços públicos com a venda de produtos irregulares e sem procedência, que colocam em risco a saúde da população e impactam as atividades legalizadas do setor”, ressaltou a SMDE (Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico). A logística será reforçada pela Guarda Municipal e BM (Brigada Militar).

Participaram do encontro respresentantes Sindilojas (Sindicato dos Lojistas), Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) e Sindióptica (Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico).

Lei estadual

Também nesta terça-feira, a Fecomércio do Rio Grande do Sul manifestou apoio, em seu site, ao Projeto de Lei nº 15/2020, que prevê a institução do Cecoi (Conselho Estadual de Combate à Informalidade) no Estado. A entidade considera a iniciativa necessária para conter os prejuízos causados aos mais variados segmentos econômicos por esse tipo de prática.

“O mercado ilegal é alimentado, especialmente, pela entrada de produtos através da extensa fronteira terrestre brasileira, principalmente através do Paraguai”, aponta. “A comercialização de produtos pirateados, aliada ao contrabando e ao descaminho, formam a chamada ‘economia subterrânea’, pela sonegação de impostos, evasão de contribuições previdenciárias e descumprimento de normas trabalhistas.”

“Há prejuízos aos consumidores, que adquirem produtos sem garantia, podendo ser afetados inclusive em sua saúde. Esse comércio ainda atinge o mercado de trabalho, compromete a arrecadação tributária e gera desequilíbrio concorrencial, impactando o comércio e a indústria”, defende o presidente da Federação no Estado, Luiz Carlos Bohn.

No Rio Grande do Sul, somente em 2018, a perda de arrecadação em ICMS por conta da economia subterrânea foi estimada em 5,7 bilhões. A solução deste problema passa pelas esferas de atuação de diversas autoridades distintas, com ações voltadas para educação, conscientização, fiscalização e punição.

“É imprescindível a integração de órgãos públicos e entidades privadas para a efetivação de trabalhos conjuntos, que busquem reduzir esses impactos”, salienta o dirigente. “Esse trabalho, centralizado em um Conselho Estadual, ganharia muito em efetividade.”

(Marcello Campos)

 

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