Sexta-feira, 10 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 5 de abril de 2026
A Nasa (agência espacial norte-americana) confirmou a resolução de uma falha técnica que afetava o sistema de e-mails da missão Artemis 2, atualmente em rota para a Lua. O problema, que envolvia o mau funcionamento do Microsoft Outlook, foi solucionado remotamente pelo Centro de Controle de Missão, em Houston, no Texas (EUA).
A falha foi reportada pelo comandante da missão, Reid Wiseman, que identificou a abertura de duas instâncias (cópias simultâneas) do Microsoft Outlook em seu dispositivo de computação pessoal (PCD), um tablet Microsoft Surface Pro.
Segundo Robert Frost, instrutor da Nasa, cerca de 80% da tripulação prefere sistemas operacionais conhecidos, como o Windows, em vez de interfaces baseadas em Linux ou UNIX.
Na prática, foi como se o Outlook tentasse abrir duas vezes ao mesmo tempo, o que gerou um conflito que impediu o funcionamento de ambos. A tripulação autorizou o acesso remoto dos técnicos da Terra, que visualizaram o sistema através da rede da espaçonave para diagnosticar o erro.
O diretor de voo da Artemis 2, Judd Frieling, explicou que esse tipo de erro não é incomum na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). E geralmente ocorre quando o software tenta se configurar sem conexão direta com a rede.
Para resolver a questão, a equipe técnica precisou recarregar os arquivos de configuração do Outlook. O processo é comparável a “limpar a memória” do aplicativo para que ele ignore erros anteriores e inicie do zero, garantindo a integridade dos dados.
Além do ajuste nos arquivos, as diretrizes da Nasa e da Microsoft sugerem o uso do “modo de segurança” para isolar problemas. Esse recurso inicia o programa sem os “add-ins” (pequenos programas extras que adicionam funções ao Outlook). Isso permite identificar se um desses componentes acessórios causou o travamento.
Durante a análise, a agência espacial também investigou possíveis conflitos relacionados a um sistema identificado como “software Optimus” no computador portátil.
Apesar do contratempo com o software (e de ter enfrentado outros desafios técnicos logo após o lançamento no Centro Espacial Kennedy), a missão de dez dias segue o cronograma estipulado pela Nasa.
Além dos dispositivos Surface Pro, a tripulação utiliza câmeras Nikon D5, encoders de vídeo ZCube e câmeras GoPro para documentar a jornada histórica. As informações são do site Olhar Digital.
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