Segunda-feira, 20 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de julho de 2026
A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (15) mostra que o percentual de eleitores indecisos sobre o voto no 1º turno aumentou de 5%, em maio, para 11%.
Esse movimento coincide com a queda de Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa desde maio. Ele passou de 33% das intenções de voto naquele mês para 28% agora. O presidente Lula (PT) lidera com 40%, em patamar estável nos últimos meses.
O que houve em maio: a revelação das conversas em que Flávio cobra dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bilionárias, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, o que a pesquisa mostra é que as intenções de voto de Flávio não migraram nem para Lula — embora haja melhora na avaliação do governo —, nem para os demais candidatos da direita, como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
“Quem cresce neste momento é a indecisão. Há eleitores que estão olhando para o jogo, entendendo essa melhora do governo, mas não se movimentando naquela direção; entendendo as crises do Flávio e se distanciando dele, mas ainda não encontrando um caminho que ele considere uma alternativa viável na disputa eleitoral deste ano”, disse Nunes em entrevista na última quinta (16).
Pesquisa mostra mudança na convicção de voto em Flávio Bolsonaro
Segundo o diretor da Quaest, a dúvida dos eleitores de direita em relação a Flávio fica evidente quando a pesquisa mede o grau de convicção do voto.
Entre os entrevistados que afirmam votar no senador, o percentual dos que admitem a possibilidade de mudar opinião passou de 30% em junho para 37% em julho.
Já o percentual dos que afirmam ter uma decisão definitiva saiu de 70% para 62%.
Entre os eleitores de Lula, ocorreu o movimento contrário: a convicção de voto variou de 71% em junho para 77% em julho, enquanto o percentual dos que dizem que ainda podem mudar de opinião era de 29% e agora é de 23%.
“A pesquisa captura um aquecimento pró-Lula e um relativo esfriamento para Flávio. A gente está observando quase um processo de transição de opinião pública. Mas é sempre importante lembrar que pesquisa é um termômetro do momento”, disse Nunes.
Lula melhora aprovação, mas se aproxima de teto
Nos últimos quatro meses, a aprovação do governo Lula aumentou cinco pontos percentuais, de 43% em abril para 48% em julho.
Para o diretor da Quaest, isso é consequência do programa Desenrola 2.0, que reduziu o número de brasileiros endividados; da expectativa criada pela discussão sobre o fim da escala 6×1; e pelo impacto da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Esses fatores consolidam a vantagem de Lula nas simulações com todos os pré-candidatos, mas, segundo Nunes, o petista alcançou um teto. “Mesmo aumentando a aprovação do seu governo e tendo a rejeição reduzida, isso não se transforma em intenção de voto”, disse o diretor.
Lula chegou a 40% em julho na pesquisa de 1º turno e permanece praticamente nesse patamar desde fevereiro, quando tinha 38% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Nos cenários de segundo turno, o presidente aparece com cerca de 45% contra todos os adversários simulados, índice que também se mantém estável nos últimos cinco meses. Com informações do portal G1.
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