Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de outubro de 2015
Empresários do setor aéreo pediram ajuda do governo federal para reduzir os custos e enfrentar os prejuízos acentuados com a desaceleração da demanda por viagens e a disparada do dólar. A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) deve se reunir nesta quinta-feira com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para tratar de uma saída para as companhias aéreas. O pacote com seis medidas teria o potencial de reduzir os custos das empresas em até 6 bilhões de reais.
Entre as providências destacadas pelo presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, está a renúncia de determinadas cláusulas financeiras nos contratos de empréstimo, com financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil. A solicitação incluiria o pagamento das tarifas aeroportuárias e de navegação, com pagamento a partir de 18 meses do início do regime. “Trata-se de um empréstimo”, disse Sanovicz.
Um segundo ponto que será levantado pela Abear ao ministro será a precificação do QAV (querosene de aviação). A entidade, que tem como associadas TAM, Gol, Azul e Avianca, solicitará a prática de preços alinhados com o mercado internacional. “Com o câmbio nessa altura não é mais admissível trabalharmos com valores tão acima da média internacional”, destacou Sanovicz. “O Brasil é o único país do mundo com taxas regionais sobre o QAV”, completou.
Déficit
A associação prevê um déficit de caixa do setor de 7,3 bilhões de reais em 2015, com os custos disparando 24% na comparação com 2014 e as receitas avançando apenas 3,7%. Em 2016, a previsão é de que esse rombo chegue a 11,4 bilhões de reais com o dólar a 3,88 reais e a 12,1 bilhões de reais com o dólar a 4,44 reais. (AE)
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