Sexta-feira, 10 de Julho de 2020

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Educação Brasileiras conquistam o segundo lugar em competição sobre economia da Universidade de Harvard realizada a distância

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Grupo foi o único formado por mulheres e também as únicas latino-americanas a chegarem ao pódio.

Foto: Isabella Fonseca/Arquivo pessoal
Grupo foi o único formado por mulheres e também as únicas latino-americanas a chegarem ao pódio. (Foto: Isabella Fonseca/Arquivo pessoal)

“A Amazon deveria comprar a Netflix?”. Foi respondendo a essa pergunta que um grupo composto por quatro jovens brasileiras conquistou o segundo lugar em uma competição mundial: a Global Case Competition, da Harvard Bussinnes School. Isabella Fonseca, moradora de Jundiaí (SP), é uma das integrantes do quarteto, que foi o único feminino e latino-americano a chegar ao pódio.

As quatro participantes, com idades entre 22 e 23 anos, são alunas da Faculdade de Economia e Administração (FEA) da Universidade de São Paulo (USP). Enquanto Rafaele Ayoama, Elis Cotosky e Stephanie Luft estudam administração, Isabella cursa economia.

“Quem descobriu a competição foi a Rafaele. Nós já tínhamos trabalhado em uma competição juntas uma vez, aí ela me convidou e convidou outras pessoas também. No fim, deu certo de formarmos um grupo só de meninas”, explica Isabella.

A estudante de economia contou ao G1 como funciona a competição, que tem foco nas áreas de investimento e mercado financeiro. Neste ano, a pergunta a ser respondida era se a Amazon deveria ou não comprar a Netflix.

“Eles pedem que você faça uma análise de viabilidade dessa aquisição, inclusive após a suposta compra. Caso você responda que a empresa não deveria comprar, precisa sugerir outra aquisição. Nós chegamos à conclusão de que a Amazon não deveria comprar a Netflix. Sugerimos que ela comprasse uma empresa canadense chamada Telesat, de internet via satélite, não de streaming, como a Netflix.”

O prazo para produzir a análise foi de três semanas. Isabella lembra que foram dias exaustivos até que elas finalizassem o trabalho e finalmente enviassem para Boston.

“Além de fazer faculdade, também estamos estagiando, então nos reuníamos até à noite e aos fins de semana para produzir. Na última semana, nem dormimos.”

Por conta da pandemia do coronavírus, a competição passou por alguns ajustes. Segundo a jundiaiense, o que deveria ter sido uma apresentação em Boston, nos Estados Unidos, acabou virando uma entrega a distância.

“A final seria em Boston, na própria Harvard, em um evento de três dias com os estudantes do mundo todo, jurados e tudo mais. Mas, por conta do coronavírus, fizemos tudo por lives e vídeos”, comenta.

Apesar das adaptações, as meninas foram convidadas a passar os três dias em Harvard no ano que vem para uma confraternização com os outros estudantes e também para acompanhar a próxima competição.

“Além do certificado, também ganhamos estes três dias de participação no próximo ano. Foi uma experiência muito bacana, é uma competição que envolve estudantes não só de graduação, mas de MBA e níveis muito mais avançados, e isso no mundo todo.”

A representatividade do grupo também marcou a competição. Isso porque foi o único formado por mulheres e também o único latino-americano a chegar ao pódio, ficando atrás apenas de uma equipe indiana, que conquistou o primeiro lugar.

“É muito gratificante ser reconhecido. Foi uma vitória dupla por representar o nosso país e por representar as mulheres, pois o mercado financeiro ainda é muito masculino”, completa Isabella.

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