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Rio Grande do Sul A concessão de área no cais de Porto Alegre pelo governo gaúcho deve ampliar as atrações na orla a partir de março

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Projeto prevê reurbanização e revitalização do Armazém 7 do antigo porto, junto ao Guaíba.

Foto: Divulgação Embarcadero
Projeto prevê revitalização do trecho entre a Usina do Gasômetro e o Armazém 7. (Foto: Divulgação)

Após mais de uma década, o desejo de ver o Porto da capital gaúcha como um ponto turístico e gastronômico pode estar perto de se tornar realidade. Com a assinatura do contrato de concessão entre o governo do Estado e a Embarcadero Empreendimentos, nesta semana, o trecho entre a Usina do Gasômetro e o Armazém A7 deve proporcionar a partir de março um complexo de restaurantes, bares, parque náutico e espaços de entretenimento.

A partir do chamado termo de concessão de uso oneroso de imóvel, a Embarcadero poderá administrar a área de propriedade do Estado à beira do Guaíba durante os próximos 66 meses ou até que o futuro projeto para toda a área do cais seja concluído. Em compensação, pagará no mínimo R$ 400 mil por ano ao governo. Esse valor pode aumentar, já que o contrato prevê o repasse de 40% da receita decorrente das locações de espaços a terceiros para realização de shows e eventos.

Ao final dos cinco anos e meio de contrato, o Estado herdará os investimentos feitos em redes elétrica, de água e esgoto, de gás, segurança, iluminação e outras melhorias que somam R$ 3,2 milhões.

A assinatura da concessão só foi possível agora porque, após romper com a concessionária por descumprimento de contrato, o governo encaminhou pedido à União para retirada da poligonal portuário. O pedido foi atendido e, desde novembro, o terreno do cais passou a ser administrado somente pelo Estado.

Também foi assinado o contrato de financiamento da empresa com o Badesul. Do total de R$ 7 milhões de investimento no projeto, a agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo financiou R$ 4 milhões por meio do Fungetur (Fundo Geral do Turismo).

O Embarcadero é um empreendimento, em princípio, temporário. Durante a vigência do contrato, o governo planeja formatar um projeto mais amplo, de revitalização e exploração de toda a área do cais, incluindo outras atrações e também a conservação dos armazéns tombados como patrimônio histórico.

Para estruturar essa modelo de iniciativa, o Estado deverá contar com a parceria do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), em contrato a ser oficializado nos próximos dias.

Detalhes

O projeto consiste na implantação de um novo complexo de lazer e gastronomia em Porto Alegre, que contará com a reurbanização e revitalização do Armazém 7 do antigo porto junto ao Guaíba e que estava fechado há mais de 40 anos.

As intervenções serão feitas nos prédios e nas áreas externas, com a instalação de contêineres onde ficarão bares e restaurantes. Também haverá espaços para prática de esportes, área de lazer adulto e infantil, espaço para eventos, espaço temático (com um futuro aquário digital), prainha e lojas.

O Embarcadero terá ainda banheiros, bicicletário e 600 vagas para veículos. A expectativa dos empresários idealizadores do projeto é que o local receba por dia entre 5 mil e 7 mil pessoas, chegando a 15 mil nos fins de semana.

O empreendimento deve gerar em torno de 300 empregos diretos e 200 indiretos.

A obra iniciou em abril de 2019, e cerca de 15 operações (lojas e restaurantes) devem ser abertas em março, podendo chegar a 24. A área é de 19 mil metros quadrados e, com o estacionamento, chega a 40 mil metros quadrados. O estacionamento, ao lado do empreendimento, está em fase de licitação.

Manifestações

“O cais é um daqueles pontos que uma vez resolvido, sem dúvida nenhuma, vai gerar um sentimento e uma percepção em efeito cascata positivo para Porto Alegre e, como capital, para todo o Rio Grande do Sul”, ressalta o governador Eduardo Leite. “E o olhar que temos sobre ele é de longo prazo, de um projeto em que se consiga fazer os investimentos necessários para que a área possa ser tudo o que ela tem potencial de ser.”

Ainda segundo ele, no curto prazo foram desenvolvidas as condições para esse contrato viabilize o projeto Embarcadero. “Isso significa entregar um trecho importante do cais para uso da população, para desenvolvimento de negócios, que vão gerar empregos e estabelecer a primeira relação da população com aquela área, ajudando a alavancar o projeto de longo prazo”.

“O povo espera por esse momento há mais de 40 anos. O cais tem que fazer parte da vida real da nossa Capital. O Embarcadero é o início, vamos avançar ainda mais”, disse o prefeito Sebastião Melo, presente ao evento.

(Marcello Campos)

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