Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de agosto de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O Supremo Tribunal Federal tomou a decisão correta de só aceitar delações com provas. Muitos agiram por vingança para se livrar de condenações, usando acusações vazias e deixando a imaginação voar. Ao final dos processos, os ministros precisaram declarar a inocência dos acusados. Às vítimas cabe a difícil tarefa de juntar as penas do travesseiro.
Não atrapalha
Alguns chegaram a cogitar que a decisão do STF “vai tirar o fôlego da Operação Lava Jato”. Não faz sentido. Talvez dê menos trabalho à Polícia, ao Ministério Público e ao Judiciário, porque os irresponsáveis terão margem reduzida para agir. A Lava Jato, tão séria e determinante para combater a corrupção e mudar os rumos do País, não deve perder tempo com delações sem provas.
Desce do muro
Entre os candidatos à Presidência da República, Jair Bolsonaro larga na frente: disse que votará contra o aumento salarial de 16,38 por cento dos ministros do Supremo Tribunal Federal.
No vale tudo
Abre-se hoje a campanha eleitoral com as velhas práticas de fisiologismo rasteiro, troca de favores e o famigerado toma lá dá cá. De novo, as armadilhas das notícias falsas nas redes sociais.
Choro é livre
Os que vão concorrer pela primeira vez à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados reclamam muito da falta de apoio financeiro dos partidos. A legislação aprovada deveria dar alguma orientação. Afinal, o fundo repassado para sustentar as despesas de campanha é dinheiro publico.
Não podem fugir
O debate às 22h de amanhã da Rede TV, com transmissão pela Pampa, dará chance a que os candidatos à Presidência tratem sobre metas de produtividade das estatais. Reduziria o grande ralo por onde escoa o dinheiro dos contribuintes. Tapar o ralo seria o melhor.
Insustentável
Quem serão os candidatos à Presidência e aos governos estaduais que terão coragem de abordar o tema da geléia geral do quadro partidário, marcado pela inconsistência ideológica? Com a poluição partidária, os vencedores precisarão administrar se enredando em negociações quase sempre espúrias para formar maiorias eventuais.
Reconhecimento
O professor Divaldo Pereira Franco será homenageado na abertura da sessão plenária da Assembleia Legislativa hoje à tarde. Iniciativa do deputado Pedro Westphalen.
Que negocinho…
Juros do cartão de crédito superam os 300 por cento ao ano. Verdadeira extorsão institucionalizada.
Desistir, nunca
O troféu de marketing político do ano vai, antecipadamente, para a equipe de Lula. Mantém viva a imagem do líder preso. Uma espécie de transformação do limão em limonada.
Insistem no equívoco
Programa de governo é compromisso com o eleitor, não peça de propaganda.
No túnel do tempo
É a busca das investigações perdidas: o governo suíço envia documentos que, segundo a Procuradoria-Geral da República, reforçam suspeitas de caixa 2 na campanha de José Serra em 2006. Vem mais por aí.
Há 25 anos
A 16 de agosto de 1993, o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, usou um termo que não consta do dicionário para descrever a inflação. O índice do mês anterior tinha chegado a 30,7 por cento. Disse que “não é mais convivível. Virou urticária. É preciso parar de coçar e fazer alguma coisa para acabar com ela.” O remédio surgiu seis meses depois com o lançamento do Plano Real. FHC teve a coragem da paciência.
O caminho
A inflação alta entre três quatro dígitos anuais se mantinha desde 1974. No período, foram lançados dez programas de estabilização sem resultados.
Clima de campanha
Em comitês eleitorais, começa subir a temperatura e a regra passa a ser esta: quando um quer dois brigam.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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