Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 18 de janeiro de 2023
A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) resolveu processar a Klefer Produções e Promoções, empresa que detinha os direitos de transmissão, comerciais e de mídias da Copa do Brasil durante a temporada 2022. Segundo informações do blog Panorama Esportivo, do jornal O Globo, a Confederação alega que há um débito de quase R$ 10 milhões em aberto, referentes a duas parcelas do contrato que não foram pagas.
A relação entre CBF e Klefer já estava estremecida desde o fim do contrato porque a empresa continuou usando as mídias sociais da Copa do Brasil, alterando apenas os nomes.
Dentro da CBF há a suspeita de que o ex-vice-presidente jurídico da Confederação Carlos Eugênio Lopes esteja ajudando a Klefer nos bastidores. A desconfiança surgiu após o envio de documento da empresa à CBF, onde consta a palavra “missiva”, que era constantemente usada por ele em ofícios e notificações quando atuava na CBF.
A Klefer, que pertence ao ex-presidente do Flamengo Kleber Leite, foi substituída pela Brax, que fechou acordo de R$ 130 milhões por três temporadas da Copa do Brasil – até 2025.
Redes sociais
A CBF notificou a agência Klefer de forma extrajudicial exigindo acesso as redes sociais da Copa do Brasil.
A Klefer foi parceira da CBF e tinha o direito de explorar comercialmente a Copa do Brasil entre 2015 a 2022. Neste período, a empresa controlou as redes sociais da competição. Para os próximos três anos, no entanto, a entidade máxima do futebol brasileiro decidiu mudar de agência e assinou com a Brax Sports Assets.
Sendo assim, a Klefer decidiu mudar o nome dos perfis da Copa do Brasil que, somando a todas as redes, chega a cerca de 4 milhões de torcedores, para Portal da Torcida.
“Por motivos contratuais, a KLEFER informa que, a partir deste momento, os perfis oficiais da Copa do Brasil passam a se chamar Portal da Torcida, onde poderão ser encontrados conteúdos diversos sobre o mundo do futebol.”
Para a Klefer, a nova empresa precisa iniciar o trabalho no âmbito digital, sem qualquer ligação com o que foi feito e gerido pela antiga agência. A CBF, no entanto, entende que os perfis devem retornar à CBF. As informações são do jornal O Globo e do site Goal.
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