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Brasil Confederação das Santas Casas alerta para falta de medicamentos decorrente de bloqueios em rodovias

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Na nota, a CMB relata que medicamentos como soro e Atropina estão com estoques abaixo do ideal, e alerta para atrasos na entrega de tanques de oxigênio.

Foto: Reprodução
Na nota, a CMB relata que medicamentos como soro e Atropina estão com estoques abaixo do ideal, e alerta para atrasos na entrega de tanques de oxigênio. (Foto: Reprodução)

A Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB) relatou, nesta quarta-feira (2), “preocupação” com desabastecimento de remédios e insumos para hospitais por conta dos bloqueios nas estradas, feitos por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Grupos de simpatizantes do presidente bloqueiam estradas em diversos Estados do Brasil contestando o resultado do segundo turno das eleições, que deu vitória a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na nota, a CMB relata que medicamentos como soro e Atropina estão com estoques abaixo do ideal, e alerta para atrasos na entrega de tanques de oxigênio. Segundo eles, ainda não há falta de oxigênio, mas a situação pode se agravar em 48 horas se os bloqueios não forem liberados.

“Os relatos e manifestações de preocupações começaram a chegar na noite de terça-feira (1º). Fornecedores de gazes oxigênio e medicamentos alertam os possíveis atrasos nas entregas. Não há falta de oxigênio, mas a situação pode se agravar em 48h casos os bloqueios não sejam liberados. Alguns medicamentos como soro e Atropina já apresentam estoques abaixo do ideal”, disseram em nota.

Os hospitais também cancelaram cirurgias eletivas para economizar com medicamentos, além de relatarem que médicos e funcionários não conseguiram chegar nas unidades.

“As manifestações geraram cancelamento de algumas cirurgias porque médicos não conseguiram se deslocar, atrasos de funcionários em algumas unidades do interior e alguns hospitais começam a operar um plano de adiamento de cirurgias eletivas, caso os bloqueios permaneçam, como medida preventiva para economizar medicamentos”, concluíram.

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