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Brasil Confiança da Construção avança e atinge o maior nível desde junho de 2014

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, subiu 3,3 pontos em dezembro, para 92,3 pontos, atingindo maior nível desde junho de 2014 (92,9). Em médias móveis trimestrais, o índice registra alta de 1,7 ponto, mantendo a tendência ascendente iniciada em junho deste ano.

“Em um ano marcado por paralisação de obras do Minha Casa Minha Vida, liberação dos recursos do FGTS, queda na taxa de juros e expansão do crédito habitacional, o indicador da confiança setorial registrou altos e baixos, mas alcançou em dezembro o melhor patamar desde 2014. O indicador de Situação Atual ainda não recuperou o patamar do final de 2014, mas registrou uma melhora expressiva no segundo semestre, o que corrobora as projeções de que em 2019, o setor terá encerrado um ciclo de cinco anos de retração”, avaliou Ana Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

Com a alta do ICST em dezembro, o índice subiu pelo terceiro mês consecutivo e fecha o ano de 2019 com ganho acumulado de 6,9 pontos. O resultado deste mês do ICST veio da contribuição dos seus dois índices, Índice de Situação Atual (ISA-CST) e Índice de Expectativas (IE-CST).

O ISA-CST avançou 1,3 ponto, para 82,6 pontos, maior nível desde janeiro de 2015 (85,3). Já o IE-S subiu 5,2 pontos atingindo 102,2 pontos, maior nível desde junho de 2013 (102,6). O destaque para o resultado do IE-S foi a contribuição do indicador de demanda prevista nos próximos três mês, que após dois meses de queda subiu 6,2 pontos em dezembro, a maior variação na margem da toda série,para 103,2 pontos, o maior patamar desde junho de 2013 (104,8 pontos).

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor subiu 1,4 ponto percentual, para 71,9%. Em relação aos NUCIs para Máquinas e Equipamentos e para Mão de Obra, as variações foram idênticas em 1,4 ponto percentual.

Emprego

A melhora da atividade no segundo semestre também se refletiu em um ritmo mais intenso de contratação: dados do Caged apontam que em 12 meses até outubro, o saldo líquido na construção alcançou 57 mil empregos. Vale destacar que os empresários chegaram ao final do ano apontando a continuidade de alta nos empregos. “A melhora ainda é tímida face à forte contração dos últimos cinco anos, mas há finalmente perspectiva de continuidade desse movimento ao longo de 2020, ” observou Ana Maria Castelo.

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