Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de julho de 2017
O ICI (Índice de Confiança da Indústria) divulgado nesta quinta-feira (27) pela (FGV Fundação Getulio Vargas) avançou 1,3 ponto em julho de 2017, para 90,8 pontos. Com o resultado, o índice recupera menos da metade da queda de 2,8 pontos ocorrida no mês anterior.
“A alta da confiança industrial no mês atenua a queda de junho mas é insuficiente para sinalizar uma retomada da tendência ascendente observada entre janeiro e maio deste ano. Grande parte da alta decorre da devolução da expressiva piora, no mês passado, das projeções para a evolução do pessoal ocupado. O grau de ociosidade retornou ao nível de maio e o setor não sinaliza aquecimento da produção nos próximos meses”, afirma Tabi Thuler Santos, coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE.
A alta da confiança alcançou 10 dos 19 segmentos industriais e atingiu tanto as percepções sobre a situação atual quanto as expectativas. O ISA (Índice da Situação Atual) subiu 1,4 ponto, para 88,4 pontos; o IE (Índice de Expectativas) aumentou 1,3 ponto, para 93,4. Ambos os subíndices não recuperaram as perdas registradas em junho, de 2,0 pontos e 3,6 pontos, respectivamente.
As melhores avaliações sobre a situação atual dos negócios exerceram a maior influência para a alta do ISA no mês. O indicador aumentou 3,7 pontos entre junho e julho, para 87,5 pontos.
Apesar de contemplar mais de um terço das empresas, a parcela das que consideram a situação dos negócios fraca em julho, de 33,7% do total (36,2% em junho), é a menor desde fevereiro de 2015 (30,8%). Houve também um aumento da parcela de empresas que avaliam a situação como boa, de 9,4% para 12,3% do total.
A principal influência para a alta do IE em julho veio das perspectivas para a evolução do total de pessoal ocupado nos três meses seguintes. O indicador subiu 6,8 pontos, para 92,4 pontos, compensando quase inteiramente a queda ocorrida no mês anterior, de 7,0 pontos.
Houve aumento da proporção de empresas prevendo crescimento do quadro de pessoal, de 9,3% para 16,0% do total, e diminuição da parcela das que preveem redução, de 20,9% para 18,4% do total.
O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) avançou 0,5 ponto percentual em julho, para 74,7%. Com o resultado, o Nuci devolve a queda observada no mês anterior (-0,5 p.p.), retornando ao nível registrado em maio deste ano.
Expectativas
A maior influência para a melhora da expectativa em julho veio das perspectivas para a evolução do total de pessoal ocupado nos três meses seguintes. O indicador subiu 6,8 pontos, para 92,4 pontos, compensando quase inteiramente a queda no mês anterior, de 7,0 pontos. Houve aumento da proporção de empresas prevendo crescimento do quadro de pessoal, de 9,3% para 16,0%, e diminuição das que preveem redução, de 20,9% para 18,4%.
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