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Economia Confiança da indústria brasileira atinge o maior nível desde abril de 2011, diz a Fundação Getulio Vargas

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Trata-se da sexta alta seguida do indicador

Foto: Reprodução
Com a sexta alta seguida, atividade industrial no país agora se encontra 1,4% acima do nível de fevereiro. (Foto: Reprodução)

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) avançou 4,5 pontos em outubro, alcançando 111,2 pontos, o maior nível desde abril de 2011 (111,6 pontos), informou nesta quarta-feira (28) a FGV (Fundação Getulio Vargas).

Trata-se da sexta alta seguida do indicador. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou pelo quarto mês consecutivo, com variação de 7,1 pontos em relação a setembro.

O Nuci (Nível de Utilização da Capacidade instalada) aumentou 1,6 ponto percentual, de 78,2% para 79,8%, maior valor desde novembro de 2014 (70,3%). Com esse resultado, o NUCI se aproxima do nível de 79,9%, correspondente ao nível pré-pandemia, observado entre janeiro de 2001 a fevereiro de 2020.

Já o nível dos estoques subiu 6,1 pontos, de 108,1 pontos para 114,2 pontos, enquanto o de demanda cresceu 4,1 pontos, de 106,2 pontos para 110,3 pontos.

“O setor industrial está mais satisfeito com a situação atual e otimista que esse resultado será mantido nos próximos três meses”, destacou Renata de Mello Franco, economista da FGV-IBRE. “Entre as categorias de uso, os Bens Intermediários merecem destaque por alcançarem o maior nível de confiança do setor, influenciado principalmente pela melhora dos indicadores de situação atual. Entretanto, a demora na recuperação do indicador de tendência dos negócios sinaliza uma certa preocupação dos empresários sobre a sustentação desse nível de otimismo por um período maior considerando o fim dos programas de auxílio emergencial”.

Em outubro, 16 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram aumento da confiança. O resultado reflete principalmente a melhora da satisfação dos empresários em relação à situação corrente. O ISA (Índice de Situação Atual) subiu 6,4 pontos, para 113,7 pontos, o maior valor desde novembro de 2010 (13,8 pontos). Já o IE (Índice de Expectativas) cresceu 2,7 pontos, para 108,6 pontos, o maior desde maio de 2011 (110,0 pontos).

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