Sábado, 31 de Outubro de 2020

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Geral Confiança na indústria brasileira em setembro pode ser a maior desde 2013

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A prévia da Sondagem da Indústria de setembro sinaliza avanço de 7,2 pontos do ICI (Índice de Confiança da Indústria) em relação ao número final de agosto, para 105,9 pontos. Se o resultado se confirmar, esse será o maior valor do índice desde janeiro de 2013 (106,7 pontos). O resultado preliminar do índice foi divulgado pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), da FGV (Fundação Getulio Vargas), nesta segunda-feira (21).

O crescimento da confiança nesta prévia decorre tanto da avaliação positiva dos empresários em relação ao presente quanto do otimismo para os próximos meses. O Índice de Situação Atual aumentou 8,9 pontos, para 106,7 pontos. Já o Índice de Expectativas avançou 5,5 pontos, para 105,1 pontos.

O dado preliminar desse mês indica aumento de 2,7 pontos percentuais do Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI), para 78,0%, o maior desde março de 2015. Com este valor, a média do terceiro trimestre ficaria 13,8 p.p. acima da média do segundo trimestre.

Para a prévia de setembro de 2020, foram consultadas 783 empresas entre os dias 01 e 18 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima segunda-feira, dia 28 de setembro.

Empresário do Comércio

Já o Icec (Índice de Confiança do Empresário do Comércio), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), registrou, em setembro, alta de 14,4% na comparação com agosto. É a maior alta da série histórica da pesquisa, iniciada em abril de 2011.

Apesar da alta mensal recorde, o indicador chegou a 91,6 pontos em uma escala de zero a 200 pontos, ainda 23,1% abaixo do patamar de setembro do ano passado.

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a expectativa é que a flexibilização das medidas de distanciamento social sustente a retomada da atividade econômica no terceiro trimestre. “O volume de vendas do comércio tem apresentado crescimento nos últimos meses, impulsionado pela reabertura das lojas do varejo não essencial, o que tem impactado na percepção cada vez mais otimista dos comerciantes”, disse Tadros.

Na comparação com agosto, houve alta em todos os componentes do indicador. As condições atuais do empresariado subiram 42,1%, avanço puxado principalmente pelo componente de confiança no momento atual da economia (alta de 65,6%).

Confiança no futuro

As expectativas cresceram 7,2%, influenciadas pelo aumento da confiança no futuro da economia (alta de 9,7%). Já as intenções de investimentos cresceram 13,1%, puxadas pelo componente de contratações de funcionários (alta de 22,3%).

Já na comparação com setembro de 2019 ocorreu o oposto, com queda em todos os componentes. As condições atuais caíram 41,5%, com destaque para o recuo 52,3% no momento atual da economia.

As expectativas recuaram 13,1%, também com destaque para a confiança na economia (-16,1%). Enquanto isso, as intenções de investimentos tiveram queda de 21,7%, com destaque para os investimentos na empresa (-32,3%). As informações são do Ibre-FGV e da Agência Brasil.

 

 

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