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Geral Confrontos na Cisjordânia durante operação de Israel deixam oito palestinos e um policial israelense mortos

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Com isso, já são 73 os mortos nesse território, reivindicado pelos palestinos para a criação de um Estado próprio, junto da Faixa de Gaza. (Foto: Reprodução)

Confrontos na Cisjordânia durante uma nova operação que Israel iniciou nessa quinta-feira (19) no território deixaram oito palestinos e um policial israelense mortos, segundo o Ministério da Saúde da Palestina.

Com isso, já são 73 os mortos nesse território, reivindicado pelos palestinos para a criação de um Estado próprio, junto da Faixa de Gaza. As Forças de Defesa de Israel também afirmaram já ter prendido 524 pessoas na Cisjordânia desde o início da guerra com o Hamas.

As tensões na Cisjordânia – onde os palestinos reivindicam um Estado próprio, junto com a Faixa de Gaza – têm crescido desde o início dos conflitos entre Israel e o Hamas. O território é fortemente disputada por palestinos e israelenses desde 1948, e as duas partes não encontraram um consenso até hoje.

A operação realizada nessa quinta por Israel tem como alvo o campo de refugiados de Tukarem

Segundo as forças israelenses, os presos no território têm ligação com grupos armados, entre eles o Hamas.

O grupo terrorista, cujo braço político governa Gaza, não atua formalmente na Cisjordânia, mas sua influência tem crescido no território. Nessa quinta, o Hamas pediu que moradores da Cisjordânia se rebelem contra forças israelenses – que controlam os pontos de entrada e saída, além de ter bases espalhadas por lá.

Na quarta-feira (18), protestos em Ramallah, a capital da Cisjordânia, terminaram em confrontos com a polícia palestina local – comandada pela Autoridade Nacional Palestina, grupo político rival ao Hamas.

Segundo as Forças Armadas de Israel, 330 dos 524 presos são ligados ao Hamas.

Operações na Cisjordânia

Antes da guerra contra o Hamas começar, Israel concentrava boa parte de seus esforços na Cisjordânia. Há meses, as tensões no território já eram elevadas, principalmente por conta de conflitos entre moradores locais e judeus ultraortodoxos que vivem em assentamentos dentro da Cisjordânia.

Esses assentamentos são conjuntos de casas que Israel construiu à revelia no território – que os ultraortodoxos também reivindicam.

As tensões já vinham crescendo porque o atual governo de Israel, pactuado com um partido de extrema direita que defende os assentamentos, iniciou novas construções no território palestino. Em reação, manifestantes lançaram pedras e tentaram atacar judeus na Cisjordânia.

Em julho, na maior ação militar na Cisjordânia nos últimos 20 anos, o Exército de Israel fez uma megaoperação no campo de refugiados de Jenin, dentro do território. O governo israelense alegou ter informações que o Irã enviou armas ao Hamas que estavam escondidas em bunkers dentro de Jenin. Doze palestinos morreram durante a megaoperação. As informações são do portal de notícias G1.

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