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Mundo Congressistas dos Estados Unidos querem limitar o poder de guerra de Trump

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Presidente dos EUA disse esperar que a China, a França, o Japão, a Coreia do Sul, o Reino Unido e outros países enviassem navios para a região (Foto: Reprodução)

Um dia após os ataques articulados com Israel que mataram o líder supremo do Irã, congressistas dos Estados Unidos pressionavam pela votação de um projeto de lei que limitaria os poderes de guerra do presidente Donald Trump.

Em janeiro, o Congresso tentou aprovar um projeto chamado “Resolução de Poderes de Guerra” em decorrência das ações americanas na Venezuela —Washington atacou Caracas e capturou o ditador Nicolás Maduro, hoje preso em Nova York. O texto foi aprovado no Senado com apoio de alguns republicanos, o que irritou Trump, mas acabou sendo rejeitado em votação na Câmara.

Após os ataques ao regime iraniano do último fim de semana, parlamentares, principalmente democratas, tentam retomar a discussão nas duas Casas.

A Casa Branca informou, na noite de domingo (1º), que funcionários de alto escalão do governo, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio, apresentarão seus argumentos ao Congresso nesta terça-feira (3).

Além de Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o diretor da CIA, John Ratcliffe, e o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Dan Caine, “farão um briefing para todos os membros das duas casas do Congresso nesta terça-feira”, disse Dylan Johnson, porta-voz da Casa Branca.

O senador Bernie Sanders, independente que costuma votar com os democratas, diz que a guerra no Irã é inconstitucional e viola o direito internacional. “Isso coloca em risco a vida das tropas americanas e das pessoas na região. Chega de guerras sem fim. O Congresso precisa aprovar a Resolução de Poderes de Guerra”, disse.

A resolução é uma iniciativa bipartidária liderada pelos deputados Ro Khanna, democrata, e Thomas Massie, republicano. Khanna afirmou que o Congresso precisa ser reunir para “acabar com isso”. Massie diz que o ataque americano é ilegal, já que não tinha autorização do Congresso, e usou o slogan de Trump para criticá-lo: “Isso não é America First (América em primeiro lugar)!”

A deputada democrata Alexandria Ocasio Cortez juntou-se ao coro. “Em momentos de guerra, nossa Constituição é inequívoca: o Congresso autoriza a guerra. O presidente não. Cada membro do Congresso deve se juntar a nós na rejeição desta guerra sem propósito.”

Nas palavras da deputada, a guerra no Irã foi uma “escolha deliberada de agressão quando a diplomacia e a segurança estavam ao seu alcance”. Esta tem sido a crítica principal entre os contrários ao ataque coordenado entre EUA e Israel, uma vez que a ofensiva teve início enquanto Washington e Teerã tinham negociações indiretas marcadas para acontecer em Viena, na Áustria.

Apesar de alguns republicanos terem criticado a ação, a maioria dos políticos do partido de Trump celebraram o ataque e a morte do aiatolá Ali Khamenei.

O senador Lindsey Graham, parabenizou o presidente. “Enquanto eu assisto e monitoro essa histórica operação, estou maravilhado com a determinação do presidente Donald Trump em ser um homem de paz, mas, no final das contas, o pior pesadelo do mal.”

Questionado sobre o futuro do Irã, Graham disse que o povo iraniano é que o decidirá e defendeu que não é responsabilidade de Trump ou dos EUA traçar um plano para garantir uma mudança do regime. “Nosso trabalho é ter certeza que o país não seja tomado pelo terrorismo e ajudar as pessoas a reconstruir. Isso é uma vitória para nós. O interesse dos americanos era que o aiatolá estivesse morto. Ele está.”

O senador Markwayne Mullin também foi questionado sobre o tema e demonstrou desconhecimento em relação aos próximos passos. “O que fizemos foi remover um presidente ilegítimo. Ele nunca foi devidamente eleito”, afirmou, embora Khamenei não ocupasse a Presidência do país, cujo titular é eleito por votação.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, diz que um conselho composto por ele próprio, o chefe do Judiciário e um membro do Conselho dos Guardiões assumiu temporariamente as funções do líder supremo.

“Se estivéssemos interessados em uma mudança completa de regime no Irã, se estivéssemos interessados em assumir o país como fizemos na Venezuela, teríamos deixado nossa força no local”, concluiu.

Trump, durante o discurso que publicou ao anunciar os ataques, também deu a entender que esta seria uma responsabilidade do povo iraniano. “Assumam o controle do seu governo”, disse. Na ocasião, ele afirmou que os ataques durariam até quando os EUA julgarem necessário. No domingo, disse que a ofensiva deve durar quatro semanas. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

 

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