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Mundo Congresso dos Estados Unidos aprova novo pacote de ajuda de US$ 900 bilhões contra efeitos do novo coronavírus

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País vive severa onda de contágios pela Covid-19 e negociava nova rodada de auxílios a pequenas empresas e às famílias mais vulneráveis

Foto: Reprodução
País vive severa onda de contágios pela Covid-19 e negociava nova rodada de auxílios a pequenas empresas e às famílias mais vulneráveis. (Foto: Reprodução)

O Congresso dos Estados Unidos aprovou nesta segunda-feira (21) um novo pacote de ajuda de cerca de US$ 900 bilhões contra efeitos do novo coronavírus na economia. Além de pagamentos diretos à população vulnerável, a medida também traz auxílios a pequenos empresários e destinação de fundos para a distribuição de vacinas contra a Covid-19.

O pacote é bem menor que o primeiro, de US$ 2,2 trilhões, aprovado em março, mas era esperado com ansiedade pelo mercado financeiro. Os agentes contavam com novas medidas de incentivo à economia depois de uma desaceleração da retomada nos últimos meses.

Os EUA passam por uma forte onda de contágios e assistem novamente ao fechamento de comércios nos estados mais críticos. No dia 14, os EUA chegaram a 300 mil mortes pela doença. Democratas e republicanos negociam os novos estímulos há meses, mas os partidos anunciaram no domingo (20) que haviam chegado a um acordo.

Pequenas empresas

As pequenas empresas terão apoio de uma das principais medidas do pacote, que destina US$ 284 bilhões para os “empréstimos perdoáveis” dentro do Programa de Proteção aos Salários (Paycheck Protection Program), que deu resgate aos negócios durante a pandemia.

O chamado PPP concede empréstimos que podem ser perdoados se o dinheiro for usado para despesas como a folha de pagamento, aluguel e outros gastos primordiais. O novo aporte amplia a elegibilidade do programa para TVs e rádios locais.

Fora da rubrica de pequenas empresas, mas no ambiente de negócios, o plano também inclui ajuda de cerca de US$ 15 bilhões companhias aéreas, um dos setores mais prejudicados pela pandemia.

Pagamentos diretos e aluguéis

Foi aprovada uma nova rodada de pagamentos diretos para população, como reforço de renda. É a segunda parcela desde o início da pandemia, mas houve alteração de valores.

Desta vez, a parcela será de US$ 600 para cada adulto e mais US$ 600 para dependentes abaixo dos 17 anos. A quantia é menor do que a primeira rodada, que pagava US$ 1,2 mil por adulto e US$ 500 por dependente.

São elegíveis para o programa em sua totalidade quem teve rendimento em 2019 de até US$ 75 mil no ano para indivíduos solo, de US$ 112,5 mil para chefes de família ou US$ 150 mil para casal. A partir dessa quantia, há reduções proporcionais nos repasses.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse nesta segunda que os depósitos começarão a ser feitos do início da próxima semana. A medida deve impulsionar o consumo das famílias e dar ânimo ao crescimento do país.

Outros US$ 25 bilhões serão destinados a apoio aos inquilinos que estão com dificuldades no pagamento de aluguéis. Será estendido também até o fim de janeiro a lei que proíbe despejos de quem deixou de pagar por habitação.

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