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Notícias Conheça a lista de substâncias mais testadas no mundo contra o coronavírus

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Em Porto Alegre, onde serão aplicados 500 testes, os pesquisadores devem visitar cerca de 50 pontos, iniciando pelo bairro Bom Fim. (Foto: Reprodução)

A inteligência de Donald Trump repassou ao Planalto um levantamento sobre 537 pesquisas contra o coronavírus pelo mundo. A maioria das pesquisas está concentrada em dois países, nos Estados Unidos e na China.

As substâncias mais testadas contra o vírus, segundo os americanos são: remdesivir, lopinavir, talidomida e cloroquina. Células-tronco mesenquimais também são citadas pelos EUA em estudos.

Remdesivir

Um dos primeiros remédios que se destacou na nova pandemia foi o Remdesivir, um antiviral criado pela empresa Gilead Sciences para combater o vírus da ebola. Em testes na África no ano passado, porém, o remédio não teve efeito – e foi considerado um fracasso. Mas, agora, ele pode ter uma nova chance de brilhar.

Apesar de ter sido feito para combater o ebola, experimentos em laboratório mostraram que o medicamento é eficaz em combater os coronavírus causadores de SARS e MERS, doenças parecidas com a Covid-19. Isso porque seu mecanismo de ação consiste em inibir a replicase de RNA, uma enzima essencial para a replicação dos vírus.

Até agora, dois pacientes dos Estados Unidos com Covid-19 receberam esse tratamento e se recuperaram. Mas a amostragem é muito pequena. São necessários mais experimentos em pessoas para garantir que os resultados possam ser generalizados, e por isso a OMS o escolheu como um de seus candidatos.

Ritonavir/lopinavir

As duas drogas, em conjunto, são utilizados para combater o HIV, vírus que pode levar à Aids. Eles atacam o vírus ao inibir a chamada protease – uma enzima responsável por “cortar” longas cadeias de proteínas e formar peptídeos, os pequenos conjuntos de aminoácidos que os vírus utilizarão para a replicação. O objetivo é ver se os remédios conseguem fazer o mesmo com o SARS-CoV-2.

Apesar de estudos em laboratório indicar que a dupla possa funcionar, os primeiros resultados com pessoas não são muito animadores. Em Wuhan, pacientes receberam a combinação e não mostraram melhoras, segundo um estudo. Mas os remédios foram usados quando os quadros dos pacientes já estavam bem graves, e talvez nada mais conseguisse os salvar. Por isso os remédios continuam em testes.

Ritonavir/lopinavir + interferon-beta

A combinação está sendo testada de dois modos: sozinha e em conjunto com outra substância, a interferon-beta. A molécula está envolvida nos processos inflamatórios do corpo e já se mostrou eficiente em combater o vírus da MERS em outros mamíferos.

O problema desse tratamento é que ele deve ser utilizado com muito cuidado em pacientes em estado grave de Covid-19, porque o interferon pode piorar a inflamação nos pulmões do pacientes, agravando o quadro.

Hidroxicloroquina

Talvez os nomes mais falados dessa lista, os dois remédios há muito tempo utilizados contra a malária ganharam fama recentemente após indícios de que poderiam curar a Covid-19. Tanto Donald Trump quanto Jair Bolsonaro demonstraram otimismo em relação ao uso da droga para combater a pandemia.

O fato, contudo, é que não há evidências concretas que mostrem que os medicamentos funcionem no caso da Covid-19. A OMS, inclusive, não ia incluir as substâncias na lista de testes, mas mudou de ideia após toda a repercussão mundial.

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