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Ciência Contra o coronavírus, a Nasa cria um respirador barato com peças alternativas e com licença gratuita

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Respirador desenvolvido pela Nasa em 37 dias. (Foto: Divulgação/Nasa)

Os engenheiros da Nasa (a agência espacial norte-americana) projetaram e construíram em 37 dias um respirador mais barato voltado a pacientes infectados com a covid-19. Os administradores da agência ofereceram licença gratuita para baratear o produto, cuja principal vantagem é que ele foi projeto com poucas peças dos respiradores tradicionais, o que permitirá sua produção em massa

A expectativa dos norte-americanos é que o produto receba aprovação de emergência da FDA (Food and Drug Administration) nos próximos dias

O dispositivo, chamado VITAL, foi desenvolvido por uma equipe de engenheiros do Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, na Califórnia. Eles precisaram de 37 dias para criar o produto que utilizou apenas 14% do número de peças usadas tradicionalmente em um ventilador convencional.

A intenção de substituir as peças era evitar a interrupção da cadeia de suprimentos de ventiladores convencionais, que já estão em falta. “Utilizamos peças de outras indústrias que podem ser usadas nesse equipamento”, afirmou o diretor associado do laboratório, Dave Gallagher, em uma teleconferência.

“Não são partes que você normalmente usaria na construção de um ventilador”, explicou J.D. Polk, chefe de saúde e medicina da Nasa. “Existem aproximadamente 700 peças por aí que não estamos usando e não temos que competir com a cadeia de suprimentos.”

Licença gratuita

Para baratear o produto, a Nasa concedeu licença gratuita para ajudar a colocar o dispositivo nos hospitais mais rapidamente. Segundo Gallagher, o valor deve ficar entre 2.000 dólares e 3.000 dólares, muito abaixo dos ventiladores de baixo custo produzidos pela General Motors, por exemplo, que custam 16.000 dólares cada.

Um protótipo foi testado na Escola de Medicina Icahn, em Nova York, onde o Laboratório de Simulação Humana da escola simulou uma série de condições do paciente. “O teste foi excelente”, disse Gallagher.

A equipe enviou na sexta-feira (24) um pedido de autorização de uso emergencial ao FDA. A autorização deve ocorrer ainda esta semana.

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