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Notícias Conheça a rede social em que qualquer um pode ser influenciador

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Aplicativo Botnet simula a experiência de receber centenas de milhares de curtidas e elogios para cada postagem. (Foto: Reprodução)

A rede social Botnet foi criada com o objetivo de simular, para qualquer pessoa, a mesma experiência nas redes sociais de uma grande celebridade, como as irmãs Kardashian ou uma atriz vencedora do Oscar. A plataforma pode ser acessada por meio de um aplicativo disponível para os sistemas iOS e Android.

A ideia é simples e se baseia em robôs, milhares deles. Ao fazer uma postagem na rede, sobre qualquer assunto, o usuário recebe centenas de milhares de curtidas e comentários de fãs, que fazem elogios e interagem com o tema do post. Nenhum deles é humano.

A interface da rede é como a do feed do Facebook, com a diferença de que os únicos posts que o usuário pode ver são os seus — não é possível interagir com outras pessoas cadastradas na rede. Abaixo das postagens, aparece a contagem de likes e os diversos comentários. Todos são em inglês e vêm de robôs com nomes como Doritaprice e she4888.

Por que conversar com robôs

A ideia do Botnet é dar um espaço em que as pessoas postem tudo que têm vontade, recebendo a mesma atenção de alguém com milhares de seguidores – quase todos simpáticos. A plataforma afirma que não coleta dados pessoais ou divulga posts dos cadastrados. Até março de 2020, ela tinha cerca de 20 mil usuários, segundo reportagem da revista Wired.

O Botnet foi criado com uso de inteligência artificial. Para treinar os robôs, foram usados como referência os comentários de redes sociais como Instagram e Reddit. A ideia foi filtrar apenas os comentários positivos, para tornar a plataforma uma boa experiência para os usuários, em tempos de ataques movidos por milícias digitais e “cancelamentos” em redes como o Twitter.

Ao contrário dos usuários do Botnet, a maioria das pessoas verdadeiramente famosas nas redes sociais não recebe uma proporção tão grande de mensagens positivas. Por causa dos trolls (agressores nas redes sociais), em fevereiro a cantora americana Lizzo disse que deixaria o Twitter e voltaria quando se sentisse melhor.

As redes sociais são também lugares hostis para mulheres, negros e ativistas, que tendem a estar entre as principais vítimas de agressões e assédio na internet. Se quiser se aproximar um pouco mais dessa realidade, o usuário pode contratar uma versão paga da plataforma, que inclui bots com comportamento similar ao dos trolls e outros tipos de acessórios.

Como funciona a plataforma

Ao baixar o Botnet no celular, a primeira mensagem na tela é de que o usuário vai interagir com robôs, e que as mensagens deles podem ser imprevisíveis. Aparece em seguida outra tela, com diversos perfis (os robôs) que comemoram a chegada de um novo usuário à rede.  A experiência mostra que não é possível responder aos robôs, mas se pode bloquear ou denunciar os mal educados.

Ao perceberem que os robôs podem às vezes lançar mensagens fora de contexto, usuários começaram a usar o Botnet como fonte de piadas. O Twitter da plataforma divulga prints desses momentos. Um usuário, por exemplo, perguntou: “quantos anos vocês têm?”. Um robô respondeu assim: “boa tentativa, FBI” (serviço de inteligência dos EUA).

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