Sábado, 19 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de janeiro de 2021
As aventuras e desventuras de Miss Daphne, Duque de Hastings, rainha Charlotte e outros, presentes na série “Bridgerton”, da Netflix, têm feito sucesso nas telinhas mundo afora. Passada no começo do XIX, a história de nobres e aristocratas ingleses é ambientada em belos palácios, palacetes e salões que, sim, existem no mundo real e podem ser visitados.
Entre as locações da série, que já foi assistida por 63 milhões de assinantes do serviço de streaming em todo o planeta, estão propriedades espalhadas por diversas cidades da Inglaterra, como Londres e Salisbury. Mas é em Bath, no Sudoeste inglês, que se encontra a maioria das locações.
Bath é mesmo o cenário perfeito para a produção, cuja trama se passa por volta da década de 1810, em pleno período georgiano. Esse tipo de arquitetura, típica da segunda metade do século XVIII e do começo do século seguinte, é predominante entre os prédios históricos da cidade. O Royal Crescent e o Holburne Museum of Art sao duas das construções mais conhecidas, mas não são as únicas.
A seguir, confira algumas locações reais que viraram cenários em “Bridgerton”:
Royal Crescent
O conjunto 30 casas em estilo georgiano, enfileiradas num semicírculo (por isso o nome de “crescente”), é um dos cartões-postais de Bath e aparece logo no começo da série, numa cena que mostra as famílias a caminho do palácio da rainha, para a apresentação das jovens à sociedade.
Numa das pontas do Royal Crescent está o Nº 1 Royal Crescent, hoje um museu que reproduz em seu interior, com móveis do final do século XVIII, como seria a decoração dessas casas no período em que o conjunto foi construído, na década de 1770. A fachada deste imóvel em particular aparece na série como sendo a frente da residência da família Featherington.
Holburne Museum of Art
Outra fachada marcante em “Bridgerton” é a da casa de Lady Danbury, personagem com forte ligação com o galã da história, o Duque de Hastings. A entrada de seu palacete, na verdade, é a do Holburne Museum of Art, que abriga uma importante coleção de arte decorativa, que vai de clássicos da pintura inglesa a peças de metal do mundo islâmico, passando por obras de mestres do Renascimento.
Os salões onde pinturas, esculturas e outros objetos estão expostos são, por si só, uma atração à parte. Alguns deles, inclusive, foram usados como locação para a série, para as belas cenas de bailes.
Assembly Rooms e Guildhall
Por falar em bailes, algumas das cenas que retratam esse importante ritual do início do século XIX foram gravadas no Salão de Banquetes do Guildhall e no Assembly Rooms, dois espaços de eventos na região central de Bath.
O edifício dos Assembly Rooms foi inaugurado, em 1771, como uma espécie de boate da época. Era o local onde os membros da aristocracia local (e de outras partes do país, de passagem) iam para dançar, ver e serem vistos. “Os salões mais elegantes do reino”, como eram chamados à época, ainda hoje recebem eventos particulares e grupos de visitantes. Mas a grande atração do prédio atualmente é o Fashion Museum, localizado em seus andares baixos, e que reúne uma rica coleção de roupas e assessórios das mais diversos períodos, inclusive vestidos e ternos que poderiam fazer parte do figurino de “Bridgerton”.
Outro importante edifício georgiano de Bath, o Guildhall foi construído em 1775 e tem funcionado como centro administrativo da cidade por mais 350 anos. Por isso mesmo, infelizmente, não está aberto à visitação (a menos que você vá agendar uma festa de casamento, um evento empresarial ou até mesmo um baile à moda Jane Austen). Mas é possível fazer um tour virtual pelo Salão de Banquetes, no site do Guildhall. E, em caso de uma visita à cidade, vale a pena ficar de olho na programação, já que o lugar também abriga, ocasionalmente, eventos culturas abertos ao público.
Ruas de Bath
A trama de “Bridgerton” se passa em Londres, mas sempre que aparece uma cena na rua, pode ter certeza: é em Bath. Logradouros como Bath Street, Trim Street e Beauford Square, onde a arquitetura local do final do século XVIII está muito bem preservada, aparecem em diversos momentos da série.
Outro ponto que deve virar local de peregrinação dos fãs da produção é Abbey Green, uma espécie de praça escondida nos fundos da Bath Abbey, dos Banhos Romanos e de tradicionais casas de chá e cafeterias.
Ali, nesse cantinho bucólico, funciona o Pickled Greens, um pequeno café que, na série, foi transformado na Modiste, uma loja de vestidos que tem um papel importante na história de “Bridgerton”. As filmagens acontecerem dentro e fora do prédio, que é listado como patrimônio histórico britânico. Outra parte do Abbey Green foi usada para representar o Covent Garden, em Londres.
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