Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de setembro de 2018
Pense rápido: há quanto tempo você não atualiza o sistema operacional do seu celular? O desenvolvedor gaúcho Guilherme Rambo, de 26 anos, nunca deixa isso acontecer, seja no smartphone ou no computador, por pouco mais de alguns minutos. Não é paranoia, mas sua técnica para descobrir as novidades que a Apple trará em seus próximos aparelhos bem antes da fabricante do iPhone anunciá-las ao mundo. Quer um exemplo? Ele descobriu diversas características do iPhone X, lançado pela empresa em 2017, apenas vasculhando as últimas atualizações do iOS, o sistema operacional da empresa.
Driblar o bloqueio da Apple não é tarefa fácil. A empresa tem diversas estratégias para evitar que seus produtos sejam divulgados antes do lançamento, como, até mesmo, evitar dizer que determinado evento será para lançar novos produtos. Mas assim como o famoso personagem do cinema interpretado por Sylvester Stallone, este Rambo também gosta de desafios.
Rotina
O dia do desenvolvedor se divide em trabalhar em uma grande empresa de tecnologia em Florianópolis e conferir os alertas do sistema que ele próprio criou para ser notificado todas as vezes que a Apple publica uma atualização. Quando o sininho toca, é a hora de parar o que está fazendo e conferir pasta por pasta, lotadas de arquivos que parecem não fazer sentido, cheios de códigos e imagens aparentemente escolhidas ao acaso.
Para fazer suas previsões, Rambo se mune de uma estratégia chamada de engenharia reversa. Ele analisa como funciona um determinado sistema e, assim, é capaz de descobrir que tipo de tecnologia estará por trás do dispositivo que usará aquele programa. No ano passado, ao vasculhar, por exemplo, o sistema operacional da caixa de som conectada HomePod, ele descobriu detalhes sobre o iPhone X – incluindo seu design e a forma como o sistema usaria reconhecimento facial para desbloquear a tela.
“Era uma imagem de um celular, igual o que foi anunciado como iPhone X, com uma animação que mostrava como o desbloqueio acontecia”, lembra em entrevista ao Estado. Segundo ele, é comum que os aparelhos da Apple “conversem entre si”, de forma que é possível prever como será um dispositivo a partir da atualização de outro, com pistas sobre o iPhone surgindo em códigos escritos para um iPad ou um MacBook, por exemplo.
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