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Notícias Conheça o Emirates Palace em Abu Dhabi, o hotel mais luxuoso do Oriente Médio

As diárias dos 394 quartos e suítes do Palace começam em R$ 2.665 por noite, no mais simples. (Foto: Reprodução)

Um capuccino custa 82 reais no hotel escolhido pelo governo dos Emirados Árabes Unidos para hospedar o presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva – o Emirates Palace, em Abu Dhabi, capital do país.

O preço, cerca de oito vezes o que a bebida custa no Brasil, se justifica em parte pela grife – o hotel venceu neste ano como o mais luxuoso do Oriente Médio no World Travel Awards e já levou duas vezes a categoria de mais luxuoso resort do mundo –, mas também pelos ingredientes: leva flocos de ouro de 23 quilates (96% puro).

Até 5 quilos do metal precioso são usados todos os anos na decoração de pratos, sobremesas e drinques. É ele que substitui o gergelim, por exemplo, sobre o pão do hambúrguer de carne de camelo, ou boia dentro de garrafas de água mineral dentro dos quartos.

Já as imensas moedas que servem como chave para os quartos e as áreas privadas são falsas, de plástico.

De propriedade do governo emiradense e administrado pela cadeia alemã Kempinski, o Emirades é um palácio com um quilômetro de extensão de uma ponta a outra e um domo central de 72,6 metros de altura.

Revestido internamente de mármore importado de 13 países (nas paredes, no corrimão das escadas e nos pisos cobertos por tapetes persas), tem 1.002 lustres de cristal, alguns fabricados pela marca austríaca Swarovski – o maior deles pesa 2,5 toneladas.

Na manhã em que a reportagem esteve no hotel, uma pianista de vestido branco e longo tocava ao vivo o piano de cauda do saguão do café.

As diárias dos 394 quartos e suítes do Palace começam em R$ 2.665 por noite, no mais simples, o Coral, com 55 metros quadrados. O preço não inclui café da manhã.

A suíte com um quarto e sala, chamada Khaleej (golfo, em árabe), mede 110 metros quadrados e custa R$ 5.125 por noite.

Há 16 unidades da mais cara, a Palace, com três aposentos e 680 metros quadrados, cortinas de seda e ornamentos de prata e ouro, ao preço de R$ 34.604 por noite (preços pesquisados para a próxima semana).

O hotel não revela a categoria dos quartos da comitiva brasileira, que dormiu no Palace nas noites de sábado (26) e domingo (27). A hospedagem, como é praxe em visitas presidenciais, é paga pelo governo anfitrião.

Presidentes costumam ficar nas suítes mais luxuosas, com entrada privativa e todos os serviços, inclusive o check-in, feitos em particular. Integrantes da comitiva relataram ter ficado em quartos, alguns deles com vista para a praia.

Ao custo de R$ 3 bilhões, o palácio levou três anos para ser construído, por 20 mil trabalhadores.

É cercado por 85 hectares de jardins (cada hectare equivale a um quarteirão médio de uma cidade como São Paulo), quatro quadras de tênis, 6,5 quilômetros de pistas de corrida e ciclismo e duas academias. A praia particular, de areia fina e água azul quase turquesa, se estende por 1,3 quilômetro. Uma marina particular acomoda até 167 iates. O terreno total ocupa 100 hectares.

Inaugurado em 2005, já hospedou estrelas como os atores Will Smith, Naomi Watts, Paris Hilton e Orlando Bloom e os cantores Elton John e Jon Bon Jovi.Christina Aguilera e Justin Timberlake fizeram shows no hotel, que foi também cenário para o filme “Velozes e Furiosos 7”, entre outros.

Avesso a peixe cru, Bolsonaro não precisou se preocupar se quiser almoçar ou jantar em uma das 12 opções de restaurantes ou cafés: nenhum deles é de comida japonesa.

O presidente teve à sua escolha um bufê de culinária internacional ou seis restaurantes à la carte de diferentes especialidades: culinária libanesa, chinesa, mediterrânea, emiradense (que serve carne de camelo assada lentamente em folha de bananeira até ficar macia) ou frutos do mar.

Para bebidas, além do Le Café – que serve o capuccino de R$ 87, mas também café da manhã, saladas e pratos rápidos – há o Havana Club, onde os hóspedes encontram os charutos cubanos que dão nome ao estabelecimento, conhaques e armanhaques (destilado de vinho semelhante ao conhaque).

Proibidas pelo islamismo, bebidas alcoólicas são servidas regularmente no hotel. Os champanhes custam de R$ 410 (Laurent-Perrier Brut) a R$ 1.847 (Ruinart Blanc des Blancs), e há rótulos exclusivos do hotel por R$ 7.242: uma garrafa de 3 litros de Luxor Brut Rosé Joroboan.

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