Segunda-feira, 06 de Abril de 2020

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Brasil O presidente e o herdeiro deixaram os seus cargos no Banco Safra

O banco informou apenas que, "em comum acordo, Alberto Safra não mais faz parte de seu conselho". (Foto: Reprodução/Facebook)

O comando do Banco Safra mudou nesta segunda-feira (28). O executivo Alberto Corsetti foi nomeado como novo presidente. Corsetti já tem 51 anos de casa e foi anunciado às pressas pela família controladora. A escolha ocorreu após Alberto Safra, filho do fundador Joseph Safra, ter decidido deixar a instituição. O ex-presidente, Rossano Maranhão, e o vice-presidente, Eduardo Sosa, acompanharam o herdeiro do banco e também deixaram seus cargos.

A saída se deu pelas divergências existentes entre Alberto, que tomava conta da área de clientes corporativos do banco, e seu irmão David, responsável pela área de pessoas físicas, de acordo com pessoas próximas da família. Esses desentendimentos se acirraram com o lançamento da carteira digital do banco, a SafraWallet. Apesar de o projeto ter sido desenvolvido por Alberto, David defendia que o negócio deveria ficar na área de varejo.

Alberto, porém, queria que a carteira digital ficasse no negócio corporativo para integrar a operação à SafraPay, braço do banco que atua com maquininhas, lançado há pouco mais de dois anos. Montado do zero, o negócio vem crescendo no banco e já teria 3% de participação de mercado, ante 5% da rival PagSeguro e 6% da Stone, considerando o volume financeiro transacionado pelas marcas.

Apesar de as desavenças entre os irmãos serem conhecidas, a saída de Alberto, Maranhão e Sosa, surpreendeu os funcionários do banco. Enquanto Joseph ainda acompanhava a rotina da instituição, era possível gerir a discórdia entre os filhos. Com o afastamento do pai, a convivência ficou mais difícil.

Em comunicado, o banco informou apenas que, “em comum acordo, Alberto Safra não mais faz parte de seu conselho. Seguirá fazendo parte do grupo. Sua saída se deve exclusivamente à sua intenção pessoal de dedicar-se a outro projeto com a família”. O grupo, porém, não informou qual seria o outro projeto. Entretanto, pessoas ligadas ao grupo, afirmam que deve se tratar da criação de um banco digital, que também será montado do zero. Maranhão e Sosa fariam parte desse projeto.

Superintendente condenado

A Justiça condenou o superintendente de segurança do Banco Safra a um ano de prisão sob a acusação de coação. Ele é acusado de ter contratado um segurança armado para ameaçar um cliente que acusava o banco de praticar fraudes em série contra comerciantes.

O segurança contratado perseguiu um empresário de Campinas, cidade do interior de São Paulo, num carro que tinha de 172 munições de pistola, faca, barra de ferro e um par de algemas, segundo a Polícia Militar, que prendeu o suspeito.

Na acusação contra o banco, a Promotoria comparou os métodos do Safra aos utilizados pelos gangsters de Chicago (EUA) nos anos 20 do século passado.

O executivo do Safra condenado, Sebastião Jesus Garozzo, é um oficial da reserva do Exército. O segurança, Jefferson Fiuza, da empresa Unit Consult, teve uma pena maior, de três anos de prisão. Ambos vão poder recorrer da sentença em liberdade.

Fiuza alegou que carregava as munições para prática de tiro ao alvo, mas não tinha documentos que comprovassem isso. Também declarou que levava as algemas porque tinha fetiche sexual. Afirmou ainda que a faca de 25 centímetros era para descascar laranja e que barra de ferro servia para trocar a roda do carro em caso de um pneu furado.

O juiz considerou as justificativas irônicas.

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