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Notícias Conheça um sintoma da depressão que poucas pessoas conhecem

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Não é só tristeza: incapacidade de diferenciar emoções negativas pode ser um sinal de depressão. (Foto: Reprodução)

Tristeza é geralmente o único sintoma que vem à mente quando se pensa em depressão. Mas a doença pode se manifestar de diversas outras maneiras – e identificar seus sinais é o melhor caminho para um tratamento eficaz. Um estudo publicado na revista “Psychological Science” mostrou que um dos sintomas pouco conhecidos da doença é a capacidade de
diferenciar emoções negativas como culpa, raiva e frustração.

Para realizar a pesquisa, os cientistas analisaram indivíduos diagnosticados ou não com depressão e pediram para que eles relatassem suas emoções ao longo de uma semana. Os participantes tinham que dizer quais dos 11 sentimentos citados sentiam. Enquanto as emoções positivas eram de felicidade, animação, sensação de alerta e se sentir ativo, as negativas incluíam tristeza, ansiedade, irritabilidade, frustração, vergonha, nojo ou culpa.

O estudo concluiu que as pessoas com depressão não conseguiram diferenciar as emoções negativas. Quem não tinha a doença, no entanto, conseguiu entender cada um de seus sentimentos. No caso das emoções positivas, tanto os pacientes deprimidos quanto os não deprimidos fizeram a diferenciação com clareza.

Para Emre Demiralp, um dos autores do estudo, ser específico sobre os sentimentos pode ser um bom indicativo do estado da saúde mental. Em uma declaração no “The Independent”, ele aconselhou as pessoas a evitarem dizer apenas que estão se sentindo mal, e sim especificar qual sensação é mais proeminente: “É raiva, vergonha, culpa ou alguma outra emoção? Isso pode ajudá-lo a contornar essas emoções e a melhorar sua vida.”

Uma hora de atividade física

Exercício reduz os riscos de doenças cardiovasculares, aumenta o poder de decisão e a longevidade. Todo mundo sabe que a atividade física traz benefícios para a saúde, e essa lista não para de crescer. Um estudo publicado recentemente no periódico “American Journal of Psychiatry” mostrou que exercício regular de qualquer intensidade pode prevenir a depressão – e apenas uma hora de malhação já ajuda.

“Nós sabíamos que o exercício tinha um papel no tratamento dos sintomas da depressão, mas essa é a primeira vez que fomos capazes de quantificar seu potencial preventivo na atividade física, em termos de reduzir níveis futuros da doença”, disse o autor do estudo Samuel Harvey.

Para realizarem o estudo, os cientistas analisaram informações de uma das maiores pesquisas sobre saúde da Noruega, realizada com quase 34 mil adultos, entre 1984 e 1997. Uma parte saudável dos participantes respondeu um questionário sobre a frequência com que se exercitavam e qual a intensidade.

Depois, eles completavam outro questionário para indicar qualquer sinal de ansiedade ou depressão. O time de pesquisadores também contabilizou variáveis que poderiam impactar a associação entre o exercício e as doenças mentais.
Elas incluíam fatores socioeconômicos e demográficos, uso de substâncias, IMC, doenças físicas.

Os resultados mostraram que as pessoas que reportaram não se exercitar tiveram 44% mais chances de desenvolver depressão, se comparadas com quem praticou atividades físicas de uma a duas horas por semana. Entretanto, esses benefícios não tiveram o mesmo efeito de proteção contra a ansiedade.

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