Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de abril de 2016
O Cremers (Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul) investigará se pediatra violou a ética médica ao vetar o atendimento de um menino de 1 ano, de quem cuidava desde o primeiro mês, porque a mãe dele é petista. Em 22 de março, Ariane Leitão, mãe da criança, decidiu desabafar nas redes sociais e divulgou a mensagem que recebeu cinco dias antes, na qual a médica anunciava o rompimento do vínculo profissional por “não ter mais condições” de tratar o menino.
O Cremers comunicou que abriu uma sindicância para apurar a denúncia. O caso pode ser arquivado. No entanto, caso a entidade entenda que houve indícios de infração ética, vai conduzir um processo ético-profissional, cuja conclusão poderia render uma suspensão de 30 dias ou até a cassação do registro médico.
O Simers (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul) saiu em defesa da pediatra. O órgão sustenta que, de acordo com um artigo do Código de Ética Médica, o médico deve exercer sua profissão com autonomia, sem a obrigação de prestar serviços a quem não deseje ou que contrariem sua consciência. A exceção recai sobre casos em que não há outro médico disponível, em situações de urgência ou emergência, ou quando a recusa possa colocar em risco a saúde do paciente.
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