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Economia Empréstimo consignado para CLT ultrapassa R$ 1,2 bilhão em valores

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O valor médio de empréstimo por trabalhador foi de R$ 6.623,48.

Foto: José Cruz/Agência Brasil
A gestão de caixa é um pilar essencial para a sustentabilidade e o desenvolvimento de qualquer negócio. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Em vigor desde a última sexta-feira (21), o novo crédito consignado para trabalhadores do setor privado com registro em carteira (CLT), batizado de “Crédito do Trabalhador”, realizou R$ 1,28 bilhão em empréstimos, segundo relatório da Dataprev divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No período, foram realizadas 11,6 milhões de propostas de crédito, sendo que 193 mil (1,66% do total) foram convertidas em contratos. Os dados são o acumulado até as 17h dessa quinta-feira (27).

O Crédito do Trabalhador promete oferecer melhores taxas do que as do consignado privado já existente no mercado. Ele está disponível para 47 milhões de trabalhadores, incluindo domésticos, rurais e contratados por Microempresas Individuais (MEIs), que, até então, não eram atendidos pelo crédito consignado privado.

Ainda segundo o balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o valor médio de empréstimo por trabalhador foi de R$ 6.623,48. Em geral, as parcelas ficaram em R$ 347,23 e, também em média, o prazo de pagamento do crédito é de 19 meses.

Conforme Francisco Macena, ministro em exercício, os trabalhadores estão “buscando recuperar sua saúde financeira trocando opções mais caras, como o crédito rotativo do cartão, por alternativas mais acessíveis”, disse, em nota distribuída pelo ministério.

Ele recomenda que os empréstimos devem ser avaliados com calma, e é recomendável aguardar um número maior de instituições financeiras apresentarem suas ofertas.

O governo federal tem a expectativa de que, até 2029, 25 milhões de trabalhadores tenham acesso a essa modalidade de crédito. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) diz que o volume de operações deve crescer com a oferta direta pelos bancos, que terá início apenas no dia 25 de abril.

Por ora, a simulação e solicitação deve ser feita por meio da CTPS Digital, que é a primeira fase do programa. Na segunda fase, que começa no final de abril, os bancos poderão oferecer essa nova linha de crédito consignado dentro de suas plataformas digitais, e a partir daí, os clientes que já possuem contratos antigos poderão fazer a migração para o novo modelo.

Uma terceira fase está prevista para 6 de junho, quando será possível, aos que já possuem crédito consignado privado, fazer a portabilidade entre os bancos.

Quatro entre os cinco maiores bancos do Brasil já oferecem essa nova modalidade pela Carteira de Trabalho Digital. Sem dar detalhes de quando e se integrará o programa, o Santander diz que “por enquanto, confirmamos apenas que iremos oferecer o crédito consignado privado”, segundo nota emitida pela assessoria de imprensa. Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já ofertam essa modalidade, segundo as instituições. Confira detalhes aqui.

Para acessar o crédito, é necessário que os trabalhadores tenham a Carteira de Trabalho Digital. Veja a seguir como solicitar o empréstimo consignado para CLT:

* Acesse a Carteira de Trabalho Digital na sua loja de aplicativos para Android ou iOS;
* Faça login com sua conta gov.br ou biometria (para quem já tiver cadastrado);
* Na página principal, clique no banner com o nome do programa, “Crédito do Trabalhador”;
* Na próxima aba, em outro banner, serão oferecidas mais informações sobre o programa antes de acessar a simulação – clique no botão “Faça uma simulação”;
* A plataforma irá mostrar o seu vínculo trabalhista, o valor máximo de empréstimo que você pode pedir, e, logo abaixo, duas caixas que devem ser preenchidas, denominadas “De quanto você precisa?” e “Em quantas parcelas você quer pagar?”;
* Após o preenchimento, clique no botão azul, “Simular empréstimo”;
* Ele informará qual é a taxa de referência e o valor total a ser pago;
* Depois, o sistema informa que as instituições poderão oferecer condições ainda melhores;
* Para seguir com a proposta, é necessário concordar em compartilhar os dados;
* Depois disso, em até 24 horas, os bancos irão fornecer outras opções, que podem ser melhores do que as informadas anteriormente.

(Estadão Conteúdo)

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