Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 3 de julho de 2023
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) apontou que os brasileiros, nos primeiros cinco primeiros meses de 2023, consumiram 2,33% mais alimentos e outros produtos de uso doméstico em casa em comparação com o mesmo período de 2022. A carne foi o destaque.
O consumo dos cortes de carne bovina cresceu com a diminuição dos preços. Entre janeiro e maio, o corte traseiro teve queda de 5,84%, enquanto que o dianteiro recuou 4,64%. Já no período que equivale aos últimos 12 meses, os cortes traseiro e dianteiro tiveram quedas de 12,21% e 11,76%, respectivamente.
Outros tipos de carne também apresentaram recuo nos preços em maio. O valor do frango congelado diminuiu 1,8% em maio e 4,57% nos cinco primeiros meses deste ano. Além disso, o valor do pernil, que também apresenta uma sequência de recuo, registrou queda de 0,34%, em maio.
Segundo o economista-chefe da Ecoagro, Antônio da Luz, a queda no preço da carne reflete também a diminuição no valor dos alimentos, em geral, por conta da elevação da taxa de juros pelo Banco Central que, conforme ele, derruba a demanda, o que faz com que os preços dos produtos fiquem mais baratos.
“Do ponto de vista da demanda, a carne bovina é bastante sensível ao consumo das famílias e à renda da população. Estamos com a renda do brasileiro deprimida, com altos índices de endividamento e inadimplência. Tudo isso prejudica a demanda”, avalia.
Cesta básica
A proposta de reforma tributária apresentada na semana passada pode provocar um aumento de 59,83%%, em média, nos impostos que recaem sobre a cesta básica e itens de higiene, de acordo com estimativa da Abras. O presidente da entidade, João Galassi, esteve no último sábado (1°), na capital paulista, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir os impactos da reforma sobre o setor.
Pelos cálculos da associação, os estados da região Sul serão os mais afetados, caso a reforma seja aprovada no Congresso Nacional, já que o aumento médio na tributação será de 93,5%. As regiões Centro-oeste e Sudeste aparecem logo em seguida na lista, com alta prevista de 69,3% e 55,5%. Para as regiões Norte e Nordeste, o incremento deve ser de 40,5%, 35,8%.
No levantamento, foram considerados produtos como arroz, feijão, carnes ovos, legumes, dentre outros. A Abras levou em conta a adoção reduzida em 50% sobre a alíquota padrão do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) prevista de 25%, que está em discussão.
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