Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de junho de 2025
O cálculo do governo prevê um acréscimo de R$ 35,1 bilhões por ano na tarifa de energia.
Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilO governo estima que pode chegar a R$ 525 bilhões até 2040 o impacto na conta de luz causado pela derrubada do Congresso ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um dispositivo inserido no projeto que tratava de estímulo à geração de energia eólica em alto-mar. O cálculo do governo prevê um acréscimo de R$ 35,1 bilhões por ano na tarifa de energia.
Durante a tramitação do projeto das eólicas, os parlamentares incluíram na proposta os chamados ‘jabutis’, artigos que não correspondem ao tema original do texto. O governo vetou parte desses trechos, mas acabou derrotado por deputados e senadores na sessão de terça-feira (17). Com a rejeição dos vetos, o governo será obrigado:
– A contratar energia de pequenas centrais hidrelétricas: custo de 12,4 bilhões;
– Contratar hidrogênio líquido a partir do etanol na Região Nordeste e de eólicas na Região Sul; custo de 1,4 bilhão;
– Prorrogar por 20 anos contratos de compra de energia do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa): custo de R$ 0,6 bilhões;
– contratar leilão de térmicas a gás mesmo sem necessidade: custo R$ 20,6 bilhões.
Um grupo formado por 12 associações do setor de energia encaminhou uma carta à Presidência da República alertando que estes trechos poderiam encarecer em R$ 545 bilhões, até 2050, para o consumidor a conta de energia. Os cálculos do governo agora estimam um custo ainda maior.
Após o alerta, o presidente Lula vetou pontos do projeto. Mas os parlamentares reverteram a decisão, ou seja, retomaram na lei os artigos que tornam a tarifa mais cara.
Nessa quinta (19), a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência confirmou que o governo vai editar nos próximos dias uma medida provisória (MP) com objetivo de diminuir o impacto na conta de luz.
“Diante desse quadro, em conversa com o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, ajustamos o envio de Medida Provisória para revisar esses pontos, de forma a garantir menor impacto sobre o preço da energia aos consumidores”, diz a nota da secretaria.
Ainda restam outros vetos a trechos da lei das ólicas para serem apreciados. Portanto, esse ônus para o consumidor pode aumentar.
Os ministros Gleisi Hoffmann (SRI) e Rui Costa (Casa Civil) se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e líderes da base governista na quarta-feira (18) para tratar do tema.
Os vetos foram derrubados por ampla maioria na Câmara e no Senado, com 347 votos de deputados e 48 de senadores. O placar foi ainda maior para a prorrogação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa).
Parlamentares do PT deram 70 votos para derrubar o veto de Lula, enquanto congressistas do PL, partido de oposição, deram 62.
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Dilma fez as contas e vai dar uns 150,00 no todo oara cada um ,então tô tranquilo!!
Congresso mais podre de todos is tempos. Infestado de marginais da direita golpista.
Cadê Artur Borba?
Quer Ser Prefeito de Tramandai? Ķkk
O governo esbanja aos quatro ventos, o povo paga a conta e os imbecis criam narrativas ridículas para tentar justificar o que não pode ser. Nada muda no Brasil.