Sábado, 31 de Outubro de 2020

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Economia Coronavírus tem impacto devastador nas populações mais vulneráveis

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De acordo com o relatório, 77% das pessoas entrevistadas perderam o emprego ou tiveram o salário reduzido desde março

Foto: Reprodução
De acordo com o relatório, 77% das pessoas entrevistadas perderam o emprego ou tiveram o salário reduzido desde março. (Foto: Reprodução)

A pandemia de Covid-19 tem um impacto econômico “devastador” nas populações mais vulneráveis do mundo, que foram obrigadas a fugir ou que vivem em zonas de conflito, provocando fome ou falta de escolaridade, afirma um relatório publicado pela ONG NRC (Conselho Norueguês para Refugiados).

No estudo “Espiral descendente”, realizado em 14 países (Mali, Afeganistão, Venezuela e Colômbia, entre outros), o NRC indica que quase 75% das 1.400 pessoas entrevistadas apontam uma degradação expressiva de sua situação devido à crise de saúde.

De acordo com o relatório, 77% das pessoas entrevistadas perderam o emprego ou tiveram o salário reduzido desde março, 70% tiveram que diminuir o número de refeições em casa e 73% afirmam estar menos preparadas para levar os filhos à escola devido aos problemas financeiros.

“As comunidades mais vulneráveis do mundo estão em uma perigosa espiral descendente”, afirmou o secretário-geral do NRC, Jan Egeland, em um comunicado. Para estas populações, “já forçadas a fugir de suas casas devido à violência, com direitos muitas vezes limitados no trabalho ou no acesso aos serviços governamentais, o impacto econômico da pandemia os leva à catástrofe”, disse.

Antes da pandemia, a ONU (Organização das Nações Unidas) já havia alertado para o agravamento da fome no mundo. De acordo com um relatório anual publicado em julho, quase 10% da população sofreu desnutrição crônica em 2019, uma proporção que deve aumentar com a Covid-19.

O estudo do NRC aconteceu com 1.413 pessoas de 14 países: Afeganistão, Colômbia, Iraque, Quênia, Líbia, Mali, Uganda, Venezuela, Somália, República Democrática do Congo, Líbano, Jordânia, Burkina Faso e Iêmen.

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