Quinta-feira, 06 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 1 de junho de 2023
Cid respondeu às perguntas na condição de testemunha e não de investigado
Foto: ReproduçãoO ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Mauro Cid, prestou depoimento nesta quinta-feira (1º) à Controladoria-Geral da União (CGU) sobre o caso das joias sauditas.
Cid respondeu às perguntas na condição de testemunha e não de investigado. De acordo com Cid, o ex-presidente informou a ele em meados de dezembro de 2022 sobre a existência de um presente retido pela Receita Federal e pediu que ele checasse se era possível regularizar os itens.
Conforme disse em depoimento, não houve ordem de recuperação do presente por parte do ex-presidente, mas sim uma solicitação.
As joias sauditas
O governo do ex-presidente Bolsonaro teria tentado trazer para o Brasil de forma ilegal joias sauditas avaliadas em R$ 16,5 milhões.
As joias foram apreendidas quando o governo Bolsonaro tentava retornar ao Brasil durante viagem oficial à Arábia Saudita, em outubro de 2021. Os itens de luxo avaliados em R$ 16,5 milhões estavam na mochila de um militar que era assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque.
Logo após a apreensão das joias, o militar informou o caso ao ministro que tentou liberar os itens sob alegação de que seria um presente para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL). Entretanto, a Receita Federal decidiu por manter o confisco.
Em mais uma tentativa, em 28 de dezembro de 2022, o próprio ex-presidente teria enviado um ofício para a Receita pedindo a liberação dos bens.
A Polícia Federal então descobriu um segundo pacote de joias entregues a Bolsonaro: o kit com relógio, caneta, abotoaduras, anel e um tipo de rosário islâmico foi listado como um bem pessoal do ex-presidente.
O segundo pacote de joias foi entregue à Caixa Econômica Federal em março deste ano. Só o relógio da marca Rolex é avaliado em aproximadamente R$ 800 mil.
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Sou da época que ninguém relava a mão com um militar, assuntos de transgressão ou indisciplina era tratados no próprio quartel. Se tivesse que tomar um xilindró, seria uma descisão do próprio exército, porém após devidamente apurado em I.P.M.