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Colunistas Corsan industrializa a construção de estações de tratamento e reduz em até 80% o tempo de implantação das obras

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A iniciativa marca uma mudança na forma de implantar saneamento no Rio Grande do Sul

Foto: Divulgação

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Um modelo inédito desenvolvido com quatro empresas gaúchas permitirá acelerar a expansão do saneamento em praticamente todo o Rio Grande do Sul Uma ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) convencional pode levar até dois anos entre o início das obras e o começo da operação. Agora, uma solução desenvolvida pela Corsan em parceria com quatro empresas gaúchas reduz esse prazo para cerca de quatro meses.

A iniciativa marca uma mudança na forma de implantar saneamento no Rio Grande do Sul. Em vez de executar praticamente toda a estação no município, a estrutura passa a ser produzida de forma industrializada, em Canoas, e transportada em módulos até o local onde será instalada. No município, ficam concentradas apenas as etapas de preparação da área, obras civis, montagem, interligações, testes e início da operação assistida.

O resultado é uma redução expressiva no tempo necessário para colocar uma estação em funcionamento e levar mais rapidamente os benefícios do tratamento de esgoto para a população. A nova forma de construir saneamento Desenvolvido pela Corsan em parceria com empresas gaúchas, representa uma solução inédita no Estado e integra a estratégia da Companhia para acelerar a universalização do saneamento por meio da inovação e da engenharia.

As estruturas produzidas em módulos chegam praticamente prontas ao município. Isso reduz o tempo de execução de terraplanagem, das obras, aumenta o controle de qualidade durante a fabricação e diminui os impactos da construção nas cidades.

Uma solução para diferentes municípios

As estações foram projetadas para atender municípios de diferentes portes. São quatro modelos, com capacidade para tratar vazões de 2,5, 5, 10 e 20 litros por segundo. Os módulos também podem ser combinados entre si, formando sistemas com capacidade de até 50 litros por segundo. Acima dessa capacidade, a operação exige tanques maiores e são utilizadas as estações convencionais de tratamento.

Essa flexibilidade permite que a solução atenda, de forma independente, 294 dos 317 municípios operados pela Corsan no Rio Grande do Sul, tornando-se uma importante ferramenta para acelerar a expansão do tratamento de esgoto em praticamente todo o Estado.

A primeira unidade desse novo conceito está sendo implantada em Barra do Quaraí e servirá como referência para futuras instalações em outros municípios. Mais rapidez e menos impactos Além da redução do prazo de implantação, o modelo industrializado diminui a movimentação de materiais nos canteiros de obras, gera menos resíduos durante a construção, ocupa áreas menores e facilita futuras ampliações conforme o crescimento das cidades.

A redução do tempo também antecipa benefícios importantes para a população. Quanto antes uma estação entra em operação, mais cedo o município passa a contar com melhorias para a saúde pública, a preservação dos recursos hídricos e a qualidade de vida.

Tecnologia a serviço da operação

Outro diferencial é a tecnologia embarcada. As novas estações são preparadas para operar conectadas ao COI (Centro de Operações Integradas) da Corsan, que acompanha o funcionamento dos sistemas em tempo real. Equipes especializadas monitoram continuamente o desempenho das unidades, identificam rapidamente qualquer necessidade de intervenção e prestam suporte aos operadores locais, tornando a operação mais segura, eficiente e confiável.

Inovação desenvolvida no Rio Grande do Sul

Para a presidente da Corsan, Samanta Takimi, a iniciativa representa uma nova etapa na transformação do saneamento no Estado. “Universalizar o saneamento exige novas formas de pensar e de construir. Estamos adotando no Rio Grande do Sul um modelo que alia engenharia, tecnologia e inovação para reduzir drasticamente o tempo de implantação das estações de tratamento e atender as metas do marco legal. Isso significa antecipar benefícios para a população, proteger o meio ambiente e tornar os investimentos mais eficientes. É uma solução desenvolvida em parceria com empresas gaúchas que reforça o compromisso da Corsan com um saneamento cada vez mais moderno.”

A primeira estação modular terá capacidade para tratar aproximadamente 518 mil litros de esgoto por dia, atendendo cerca de 3.600 economias. Neste momento, a unidade passa pela fase de operação assistida, etapa em que são realizados testes e ajustes para garantir o pleno funcionamento do sistema antes da entrada em operação definitiva.

A expectativa da Corsan é ampliar gradualmente a utilização desse modelo em outros municípios gaúchos, consolidando uma nova forma de implantar infraestrutura de saneamento. Ao industrializar parte da construção das estações, a Companhia reduz prazos, aumenta a eficiência das obras e fortalece sua capacidade de levar tratamento de esgoto a um número cada vez maior de cidades, contribuindo para a melhoria da saúde pública, da qualidade ambiental e da qualidade de vida da população.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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