Quinta-feira, 26 de Novembro de 2020

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Mundo Cosmonautas selam novamente vazamento de ar na Estação Especial Internacional

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O módulo russo Zvezda. (Foto: Reprodução/NASA)

O vazamento de ar que vem ocorrendo persistentemente há cerca de um ano na rachadura do módulo Zvezda, na Estação Espacial Internacional (ISS), recebeu com sucesso um novo conserto temporário, que deverá interromper a saída de ar — é o que apontam informações de um representante da Roscosmos, a agência espacial russa. Anteriormente, a tripulação havia tentado selar o vazamento com fita resistente ao calor.

Segundo o representante da Roscosmos, o cosmonauta Sergey Ryzhikov cobriu a rachadura de 4 cm de extensão com um remendo temporário feito de borracha e alumínio, e confirmou a nova selagem no local em que ocorre o vazamento de ar. Antes disso, ele retirou a fita resistente ao calor que cobria a rachadura, e limpou o local com um algodão umedecido com álcool.

Como resultado do controle do nível atmosférico e dados transmitidos pela tripulação às equipes em solo, é esperado que a causa do vazamento seja eliminado. Entretanto, essa não é uma solução definitiva, tanto que, de acordo com informações de Vladimir Solovyov, diretor de voo do segmento russo do laboratório orbital, existem planos para o envio de suprimentos de oxigênio e conserto que solucionem o problema de uma vez por todas. Apesar de haver a possibilidade de a rachadura ter sido causada por algum impacto externo no módulo, os especialistas da Roscosmos ainda não confirmaram se essa realmente foi a causa do problema.

Na verdade, esse vazamento foi detectado pela primeira vez em setembro do ano passado, quando houve indicações de um leve aumento na taxa de vazamento de ar padrão. Desde então, foram realizados diversos procedimentos para investigar a origem do problema, e os astronautas tiveram que se confinar no segmento russo da ISS algumas vezes enquanto as análises eram feitas. Já em setembro deste ano, foi finalmente confirmado que a origem do vazamento estava no módulo russo Zvezda. Vale lembrar que, apesar de inconveniente, este vazamento não causa riscos à tripulação.

Astronauta e Cosmonauta

Os dois termos se referem à mesma profissão. A diferença é geográfica: “cosmonauta” é usado pelos russos; “astronauta”, pela Nasa e as demais agências espaciais (como a Esa, da União Europeia).

As duas denominações têm origem no grego. Respectivamente, são a união de ástron (que significa “estrela”) ou cosmo (o mesmo que “universo”), com nautes (“navegante” ou “marinheiro”). “Astronauta” é a mais antiga. Surgiu no romance ficcional Através do Zodíaco, de Percy Greg, em 1880. Décadas depois, em 1929, a palavra foi empregada com abordagem científica pela primeira vez, aparecendo em um artigo do Jornal da Associação Britânica de Astronomia que discutia desafios de potenciais viagens pelo espaço. Para a Nasa, o termo passou a valer em 1959.

O termo “cosmonauta” (kosmonávt), por sua vez, começou a ser utilizado oficialmente para denominar Iuri Gagarin em 14 de abril de 1961, após o soviético entrar para história como primeiro homem a ir ao espaço. Tudo premeditado: um conselho de especialistas já havia decidido pela adoção do termo para seus exploradores espaciais meses antes do grande evento. Como não poderia deixar de ser quando o assunto é corrida espacial, a opção de nomenclatura tem raízes na Guerra Fria.

À época, Estados Unidos e União Soviética travavam uma competição tecnológica para realizar o próximo feito espacial. Chamar seus astronautas por um nome diferente do utilizado pelo rivais, nesse contexto, era um caminho para reafirmar a identidade soviética. A diferenciação pegou e, até hoje, é feita sempre que alguém faz menção a astronautas do programa espacial russo.

Segundo registros, “cosmonauta” também era popular muito antes da adesão oficial por parte da URSS – e, assim como seu sinônimo mais usado, tem um pezinho na literatura. Atribui-se a criação do termo a Viktor Saparin, autor de ficção científica russo. A palavra teria aparecido em “New Planet”, obra de literatura fantástica publicada por Saparin em 1949. O derivado “cosmonáutica” tem origem ainda mais antiga: um artigo científico de 1935 assinado pelo engenheiro russo-polonês Ary Abramovich Sternfeld.

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