Quinta-feira, 23 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de julho de 2026
Cotada para ocupar a posição de vice na chapa do pré-candidato à Presidência pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, a economista Daniella Marques afirmou que “mulheres não são vítimas da sociedade” e rebateu críticas ao plano direcionado a mulheres, apresentado na semana passada pela pré-campanha. A declaração foi realizada em live com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
“Eu tenho dito: mulheres não são vítimas da sociedade. As mulheres são fortes. Quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa”, declarou a economista a Eduardo. Daniella tem atuado com o senador para diminuir a resistência do público feminino ao pré-candidato e é cotada para assumir a vice na chapa dele.
Segundo Daniella, o projeto do plano de governo de Flávio voltado ao eleitorado feminino, chamado de “Brasil Por Elas”, não é eleitoreiro, mas, sim, baseado em dados e na realidade das mulheres na sociedade brasileira. Esse conjunto de iniciativas foi anunciada na semana passada, em live ao lado do pré-candidato do PL.
“Existe uma realidade econômica e social no Brasil hoje que, pelo IBGE, mais da metade dos lares brasileiros são chefiados por mães solo ou a mãe é a principal provedora de renda. E a mulher, em média, trabalha dez horas a mais por semana em afazeres domésticos, cuidado com idosos e cuidado com crianças do que o homem. Se a gente fosse precificar isso, que a gente chama de economia do cuidado, estamos falando de 8,5% do PIB de trabalho não remunerado”, disse a cotada à vice.
A economista também apontou que a disponibilização de internet gratuita para mulheres, uma das medidas apresentadas no “Brasil Por Elas”, não deve gerar aumento de despesas ou elevação de impostos. Ela aposta no uso dos recursos de fundos públicos, o Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) e o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), para financiar a política.
“Quando a gente falou a questão do bônus de dados da internet [para mulheres] como infraestrutura de futuro e de mobilidade, que fique claro que não tem nenhum imposto e nenhum aumento de despesa e nenhum aumento de arrecadação existente para prover isso. Hoje já existe um fundo chamado Fust, que é abastecido por 1% da receita das operadoras de telefonia, também do Fistel, que tem ali mais ou menos uma receita de quase 3 bilhões de reais por ano. Então, a gente quer justamente pegar essa orientação programática desse fundo, sem um centavo de aumento de despesa ou onerando o pagador de impostos, pra levar a infraestrutura do futuro pra palma da mão do brasileiro”, explicou Daniella. (Com informações do Valor Econômico)
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