Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de julho de 2022
Após receber, da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, duas amostras de um mesmo paciente, o LMM (Laboratório de Microbiologia Molecular) da Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul, identificou um caso de reinfecção por diferentes sublinhagens da variante Ômicron. O resultado foi divulgado na manhã de terça-feira (5).
Inicialmente, o paciente de 52 anos, que reside em Canoas, foi infectado com a linhagem BA.1.1 (coleta realizada em 23 de maio) e reinfectado pela linhagem BA.2 (coleta feita de 8 de junho). O virologista Fernando Spilki, pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão da Universidade Feevale, chama a atenção para o fato de a reinfecção ter ocorrido em um curto período, ou seja, apenas 15 dias entre as coletas.
“Um estudo recente, realizado na Dinamarca, mostrou que a BA.2 tem capacidade de reinfectar em um curto intervalo, de 20 a 60 dias, após infecções iniciais”, afirma.
Um total de 84 amostras de SARS-CoV-2, coletadas entre outubro do ano passado e junho deste ano, foram submetidas ao sequenciamento genômico no Laboratório de Microbiologia Molecular (LMM) da Universidade Feevale. Além das duas amostras do paciente reinfectado, 14 são de pacientes residentes dos municípios de Campo Bom, Esteio, Ivoti, Novo Hamburgo, Portão e São Leopoldo. As demais, 68 amostras no total, são provenientes de viajantes que cruzaram a fronteira entre o Brasil e Argentina. O estudo da Feevale conta com parceria da Universidade Federal de Pelotas e da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.
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