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Política CPI da Covid ouve nesta terça-feira sócio de empresa que ofereceu vacina da CanSino ao Ministério da Saúde

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A convocação de Catori foi requerida pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
Ex-funcionário Walter Correa ajudou na construção de dossiê com denúncias contra plano de saúde. (Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado)

A CPI da Covid ouve nesta terça-feira (24) Emanuel Catori, um dos sócios da farmacêutica Belcher. A empresa atuou como intermediária do laboratório chinês CanSino na negociação com o Ministério da Saúde pelo fornecimento de 60 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 Convidencia ao custo de R$ 5 bilhões. O preço por dose, de US$ 17, é o maior de todos os imunizantes negociados pela pasta.

A Belcher tem sede em Maringá (PR), reduto eleitoral do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), de onde ele já foi prefeito. Outro sócio da Belcher é Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, que é filho de Francisco Feio Ribeiro Filho, ex-diretor da Urbamar (Urbanização de Maringá) durante a gestão de Barros. Daniel Moleirinho também atuou na Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) durante o governo de Cida Borghetti (PP), casada com Barros.

Questionado sobre sua relação com o empresário e com a Belcher, Barros afirmou que é amigo pessoal de Francisco e Daniel, mas negou que tenha participado de reuniões no Ministério da Saúde para facilitar a venda da vacina para a pasta.

A Belcher também investigada pela polícia civil do Distrito Federal na Operação Falso Negativo por suspeitas de superfaturamento na compra de testes rápidos para a covid-19.

A convocação de Catori foi requerida pelo vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Para o senador, o depoente terá que esclarecer “os detalhes das negociações para a venda da vacina chinesa Convidencia”. De acordo com Randolfe, Catori “fez transmissões online com os empresários Luciano Hang e Carlos Wizard para tratar da venda da vacina para o Brasil”.

Na sexta-feira (20), a defesa de Catori ingressou no Supremo Tribunal Federal com um pedido para ficar em silêncio diante da CPI.

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Jose Lovatto
24 de agosto de 2021 17:27

Será ouvida a empresa que ofereceu vacinas! E não ter o que ouvir…

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