Sábado, 30 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de abril de 2024
A Universidade Columbia, nos Estados Unidos, mudou suas aulas para online na segunda-feira (22), enquanto a presidente da instituição, Minouche Shafik, tentava neutralizar os crescentes protestos de alunos pró-palestinos e as acusações de antissemitismo em seu campus.
A polícia também prendeu dezenas de manifestantes pró-palestinos na Universidade Yale, em New Haven, Connecticut. As ações se deram após mais de 100 manifestantes terem sido presos em Columbia, em Nova York, na sexta-feira, na primeira intervenção policial na universidade em mais de três décadas.
Ambas as instituições disseram que os alunos participantes seriam suspensos. Os protestos em Columbia têm sido constantes desde o início da guerra de Israel contra o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.
Na noite de segunda-feira (22), a polícia agiu para dispersar um protesto na Universidade de Nova York (NYU) e fez várias prisões.
No mesmo dia, dezenas de estudantes foram detidos em Yale, enquanto a Columbia cancelou as aulas presenciais.
Há acampamentos de manifestantes na Universidade da Califórnia em Berkeley, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e em outras universidades importantes do país.
Manifestações e debates acalorados sobre a ofensiva de Israel em Gaza e sobre a liberdade de expressão abalaram os campi dos EUA desde o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro, o que deu início à campanha militar israelense em Gaza.
Quando questionado sobre os protestos universitários na segunda-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que condenava tanto “os protestos antissemitas” como “aqueles que não compreendem o que está acontecendo com os palestinos”.
As autoridades dessas prestigiadas universidades estão tendo dificuldade de acalmar os ânimos nos seus campi e, na maior parte dos casos, falharam nessa tentativa.
Há preocupação com as próximas cerimônias de formatura.
A Universidade do Sul da Califórnia (USC) atraiu críticas e protestos na semana passada quando cancelou o tradicional discurso de formatura da oradora da turma, uma muçulmana que defendeu os palestinos.
Um dia depois, a USC anunciou que também não teria os habituais oradores e nem homenageados na cerimônia que costuma reunir 65 mil pessoas no campus.
Já a Universidade de Michigan anunciou no seu site que designará uma zona especial para ativistas ficarem — fora dos locais onde serão realizadas as cerimônias de formatura.
A universidade acrescentou que não iria impedir protestos pacíficos, mas assegurou que tomaria iniciativas caso as manifestações trouxessem alguma conduta ilegal.
Os protestos nos campi estiveram no centro das atenções desde a semana passada, depois que a polícia da cidade de Nova York foi enviada ao campus da Universidade de Columbia, onde prendeu mais de 100 manifestantes.
Em um comunicado divulgado na segunda-feira (22), a Columbia anunciou que todas as aulas seriam realizadas virtualmente.
A presidente da instituição, Minouche Shafik, citou incidentes de “comportamento intimidador e de assédio”.
Shakif afirmou que as tensões foram “exploradas e amplificadas por indivíduos não afiliados a Columbia que vieram ao campus para promover as suas próprias agendas”.
Na Universidade de Nova York (NYU), ativistas montaram tendas em frente à escola de negócios Stern School of Business Administration.
Assim como aconteceu em outras universidades, os manifestantes da NYU exigem que os gestores da instituição divulguem e retirem “o financiamento e as doações recebidas de produtores de armas e empresas com interesses na ocupação israelense”.
No cair da noite de segunda-feira, a polícia começou a prender manifestantes no local.
Horas antes, quase 50 ativistas foram presos na Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut, onde as autoridades disseram que centenas de pessoas estavam reunidas.
A Universidade de Nova York afirma ter recebido relatos de “cânticos intimidadores e vários incidentes antissemitas”.
Vídeos divulgados recentemente parecem mostrar alguns manifestantes perto de Columbia expressando apoio ao ataque do Hamas a Israel.
A parlamentar democrata Kathy Manning, que visitou Columbia na segunda-feira, disse ter visto manifestantes pedindo a destruição de Israel.
O grupo hassídico Chabad, da Universidade de Columbia, disse que estudantes judeus foram submetidos a gritos e retórica ofensiva.
Também foi relatado que um rabino afiliado à universidade enviou uma mensagem a 300 estudantes judeus em Columbia, aconselhando-os a evitar o campus até que a situação “melhorasse dramaticamente”.
Membros de grupos de protesto que emitiram declarações públicas negam antissemitismo, defendendo que suas críticas são direcionadas ao Estado de Israel e aos seus defensores.
Em um comunicado no último domingo (21), o grupo “Estudantes de Columbia pela Justiça na Palestina” disse que “rejeita firmemente qualquer forma de ódio ou discriminação” e criticou “pessoas exaltadas que não nos representam”. As informações são da agência de notícias Bloomberg e da BBC News.
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