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Brasil Crescem as dúvidas sobre mudança no comando do Banco do Brasil

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Texto foi encaminhado ao Congresso Nacional. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

A demora no anúncio do substituto de André Brandão no comando do Banco do Brasil (BB) tem levantado dúvidas sobre se Eduardo Dacache — nome que se tornou o mais cotado na semana passada —, atual presidente da Caixa Seguridade, realmente vai ser confirmado pelo presidente Jair Bolsonaro para o cargo.

Além disso, alimenta a defesa por uma solução interna no BB. Segundo fontes, a prioridade da equipe econômica no momento é “cuidar do fiscal e das vacinas”.

Mas enquanto a Câmara dos Deputados não aprova a PEC Emergencial e o ritmo da vacinação da população está aquém do desejável, cresce na área econômica a defesa de uma solução interna para o banco. Para alguns, a indicação de Dacache poderia ser mal recebida pelos funcionários do banco. “Se tivesse que ser, já teria acontecido”, disse um técnico do governo.

Também há fontes que dizem que não morreu o movimento em prol da permanência de Brandão. O conselho de administração, por exemplo, gostaria muito que o atual presidente do BB continuasse no cargo.

Mas a avaliação, segundo fonte da área econômica, é que dificilmente isso aconteceria, pois Bolsonaro quer e não teria desistido de sua substituição.

Por enquanto, ainda não há martelo batido sobre quem será o nome do novo presidente do BB, mas a expectativa é que o ministro da Economia, Paulo Guedes, volte a pensar melhor sobre o assunto depois da aprovação da PEC Emergencial.

Após a interferência política na Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que faria outras mudanças. Sem citar nomes colocou novamente Brandão na linha de tiro.

“Mudança comigo não é de bagrinho, é de tubarão”, disse o presidente em 20 de fevereiro. Diante do novo processo de desgaste, o próprio presidente do BB manifestou a interlocutores que pretendia deixar o cargo. A amigos, Brandão já vinha dizendo que deixaria o cargo se não pudesse atuar de forma técnica, mas a crise na Petrobras foi a gota d’água.

A expectativa é que Brandão fique no cargo até que seja nomeado seu substituto, mas admitem que “a capacidade de suportar fritura tem um limite”. “O timing só pode se acelerar com um pedido de demissão”, disse um técnico da área econômica.

Em janeiro, o presidente do Banco do Brasil já foi alvo de Bolsonaro por causa de um plano que contemplava programas de desligamento voluntário e uma reestruturação da rede física que levaria ao fechamento de agências. Na ocasião, Bolsonaro decidiu que iria demiti-lo, mas recuou diante da repercussão negativa.

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