Sexta-feira, 29 de agosto de 2025
Por Redação O Sul | 29 de agosto de 2025
Mesmo com 13 jogos sem sofrer gols na temporada, o Inter viu sua média defensiva despencar nas últimas semanas.
Foto: Ricardo Duarte/InternacionalO momento turbulento do Inter em 2025 não se resume apenas à falta de gols. A defesa, que começou o ano como uma das mais sólidas do país, vive agora uma fase de instabilidade que contribui diretamente para os resultados negativos da equipe comandada por Roger Machado.
Nos primeiros meses da temporada, o sistema defensivo do Colorado figurava entre os melhores do Brasil. Em abril, o clube ostentava uma média de apenas 0,5 gol sofrido por jogo, ao lado de potências como Atlético-MG, Flamengo e Fluminense. No entanto, essa consistência ruiu nas últimas rodadas.
Nos últimos dez jogos, o Inter sofreu 16 gols e venceu apenas duas vezes. A sequência inclui goleadas dolorosas: 4 a 2 para o Corinthians, 4 a 0 para o Botafogo e 3 a 1 para o Atlético Nacional-COL. Até mesmo o empate em 3 a 3 com o Nacional-URU, em pleno Beira-Rio, expôs a fragilidade da retaguarda.
Números da temporada
Total de jogos oficiais: 44
Gols sofridos: 48
Média por jogo: 1,09
Partidas sem sofrer gols: 13
Desempenho por competição
Gauchão: 12 jogos, 6 gols sofridos (0,5 por jogo)
Libertadores: 8 jogos, 11 gols (1,37)
Copa do Brasil: 4 jogos, 3 gols (0,75)
Brasileirão: 28 jogos, 28 gols (1,0)
O Inter começou a temporada com uma defesa sólida, mantendo uma média de apenas meio gol sofrido por jogo nas primeiras 18 partidas. No entanto, esse equilíbrio se perdeu com o avanço das competições. Sete rodadas depois, já com 25 jogos disputados, o cenário havia mudado drasticamente. Com Rochet ainda fora por lesão, Anthoni assumiu o gol e viu a rede ser balançada 25 vezes nesse período, uma média que saltou para um gol por jogo, refletindo a queda de desempenho defensivo que acompanha a má fase do time.
Atualmente, o Inter ocupa apenas a 13ª posição entre as melhores defesas da Série A, atrás de clubes como Flamengo (0,55 gols por jogo), Palmeiras (0,71) e até Bahia (0,75). A média de 1,09 gols sofridos por partida é um reflexo claro da queda de desempenho coletivo.