Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 26 de setembro de 2015
A confiança na conclusão do mandato pela presidenta Dilma Rousseff, mesmo sob intenso desgaste, tem unido o seu antecessor Luiz Inácio Lula da Silva e o atual vice, Michel Temer. Segundo fontes de Brasília, essa proximidade é perceptível nos contatos e encontros mais frequentes entre ambos, nas últimas semanas.
O reforço do diálogo entre o petista e o peemedebista, cada qual com diferentes níveis de otimismo sobre a superação da crise política e econômica no médio prazo, ocorre em um momento delicado. Afinal, Temer desconfia das intenções de Dilma em mantê-lo distante da discussão da reforma ministerial.
Interlocutores confirmam que ele já conversa mais com Lula do que com líderes do PSDB, alguns dos quais defendem uma aliança tucana com PMDB, caso um impeachment leve Temer a assumir o lugar de Dilma.
Apesar de ainda considerarem o afastamento da titular uma hipótese menos provável, alguns peemedebistas já enxergam nas tratativas com o PT uma espécie de precaução: caso a presidenta deixe o cargo, Temer não pode ser visto como conspirador, até para evitar oposição sistemática pela sigla do homem que governou o Brasil de 2003 a 2010.
O aprofundamento das relações políticas entre Lula e Temer esbarra, porém, em uma colisão de interesses futuros. Afinal, ambos não descartam o plano de concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições de 2018. (Marcello Campos com agências)
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