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Por Redação O Sul | 15 de outubro de 2015
O número de cidadãos cubanos que migraram para os Estados Unidos, nos últimos meses, disparou, coincidindo com o restabelecimento de relações diplomáticas entre ambos os países anunciado em dezembro de 2014, segundo dados divulgados pelo Pew Research Center.
Durante os nove primeiros meses do ano fiscal de 2015 (de outubro de 2014 a junho de 2015), 27.296 cubanos entraram nos EUA, de acordo com números concedidos à instituição pelo Escritório de Alfândegas e Proteção Fronteiriça do país.
Esse número representa um aumento de 78% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 15.341 cubanos entraram nos EUA, e está muito acima do total de entradas registradas em 2013, 2012 e 2011.
No ano fiscal de 2011, por exemplo, entraram em território americano 7.759 cubanos, cerca de 25% dos registrados em apenas nove meses de 2015.
O grande aumento no número de cubanos que abandonaram a ilha para chegar aos EUA aconteceu nos meses imediatamente posteriores ao anúncio do restabelecimento de relações, ou seja, entre janeiro e março de 2015.
Só nesses três meses, 9.371 cubanos chegaram aos EUA, mais que o dobro dos 4.296 registrados ao longo dos três primeiros meses de 2014.
A maior parte dos cubanos que migraram aos EUA, dois terços, entrou no país americano pelo Texas através do México, o que representa um aumento de 66% nas entradas por este setor em relação ao ano anterior.
No entanto, o maior aumento em percentagem aconteceu em Miami, onde o número de entradas de cubanos passou de 2.992, nos nove primeiros meses do ano fiscal de 2014, para 7.167, no atual ano, ou seja, um aumento superior a 100%.
Também houve a entrada de cubanos aos Estados Unidos pelas cidades de San Diego, no Estado da Califórnia, e Tucson, no Arizona.
De acordo com a Lei de Ajuste Cubano de 1966, os cubanos que imigram aos EUA recebem um tratamento especial, com o qual têm mais facilidades que imigrantes de outras nacionalidades. Depois de um ano de residência no país, eles podem solicitar a residência permanente.
No entanto, nem todos os cubanos que desejaram entrar nos EUA conseguiram, e a guarda costeira americana apreendeu 2.927 migrantes que tentavam chegar por via marítima no ano fiscal de 2015. Esses tiveram que retornar a Cuba ou foram enviados a outros países – caso alegassem que eram perseguidos pelo regime da ilha.
Calcula-se que 2 milhões de pessoas de ascendência cubana vivem nos EUA atualmente. (AG)
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