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Política De quase dois mil presentes recebidos por Bolsonaro, 16 são públicos. Conheça alguns deles

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O presidente Jair Bolsonaro recebe presente na visita à Grande Muralha, na China. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

A Presidência da República exibe atualmente apenas 16 presentes oficiais que Jair Bolsonaro recebeu de autoridades estrangeiras. Os regalos podem ser vistos no site do Palácio do Planalto e variam de R$ 50, de um “Panu di Terra” tecido típico de Cabo Verde, a R$ 20 mil de uma miniatura de um capacete antigo de samurai oferecido pelo primeiro ministro do Japão, Shinzo Abe. Na página, constam fotos, o valor e descrições de cada objeto. Trata-se, no entanto, de uma ínfima parte deste patrimônio. As informações são do jornal O Globo.

Segundo a Diretoria de Documentação Histórica (DDH), órgão do gabinete pessoal do presidente, entre os presentes classificados como públicos e privados, Bolsonaro já recebeu um total de 654 itens bibliográficos, 159 audiovisuais e 979 museológicos. O material não foi detalhado. A lista irá aumentar após a viagem do presidente à Ásia e Oriente Médio.

Na lista dos presentes recebidos por autoridades da América do Norte, aparece apenas uma camisa de futebol personalizada que o presidente americano Donald Trump deu a Bolsonaro no encontro na Casa Branca em março deste ano. A camisa “emoldurada” em um quadro do time D.C United Home Jersey, da cor preta, tem o número 19 para comemorar o ano do primeiro encontro entre Trump e Bolsonaro. Na ocasião o presidente brasileiro ganhou duas camisas de futebol. A outra, é uma camisa branca que ele posou para foto com Trump durante o encontro.

O jornal O Globo publicou em julho, com base em documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, uma relação dos presentes entregues ao chefe do Executivo por autoridades ou admiradores. Na relação também constava uma rede de dormir entregue pelo presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, na visita que fez ao Brasil, em 12 de março.

No site do Planalto, há outro presente do paraguaio: uma toalha de mesa grande em linho branco, trabalhada em bordado, crochê e renda, com 18 guardanapos, acondicionada em um estojo de madeira trabalhado em macheteria. O objeto foi dado na posse de Bolsonaro.

De acordo com o departamento que cuida do acervo, “a classificação dos itens entre público e privado em conformidade com a legislação”. A seção do site em que estão divulgados os presentes públicos, com foto e descrição, foi criada no governo de Michel Temer (MDB).

Dos europeus, o presidente brasileiro recebeu um decantador de vinho de cristal, com a assinatura do designer Alvaro Siza, do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo Souza. Já o ministro de negócios da Polônia, Jacek Czaputowicz, deu um livro de fotografias sobre o país.

Na lista apresentada por regiões, autoridades da Ásia foram as que mais presentearam Bolsonaro (8 objetos), em seguida aparece Europa (3), África (2) América do Sul (2) e América do Norte (1).

A lei determina que os presentes trocados entre chefes de Estado sejam incorporados ao patrimônio da União. No caso de bens consumíveis, como por exemplo doces, frutas e bebidas, estes não são incorporados ao patrimônio publico, conforme previsto em decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que trata sobre o assunto.

 

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