Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de novembro de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
É prática consagrada, desde os menores municípios até os altos escalões da República. Uma vez eleitos, prefeitos, governadores e presidente da República enviam aos dirigentes partidários a lista de secretarias e ministérios para que sejam indicados os afilhados. Jair Bolsonaro, até aqui, rompe com a regra. Nem o seu PSL está aquinhoado como esperava. Há silêncio nos bastidores, mas cresce a expectativa se virá reação.
Fora de linha
De uma conversa repetitiva a população de Porto Alegre está livre: a construção do metrô saiu da pauta. Candidatos, ministros e governantes deixaram a estação da promessa e da demagogia.
Equiparados
Ernesto Araújo, futuro ministro das Relações Exteriores, é bolsonarista de carteirinha. Situação idêntica à de Celso Amorim nos governos de Lula e Dilma Rousseff.
É preciso enxugar
Houve tempo em que a Esplanada em Brasília não conseguia abrigar sequer a terça parte dos ministérios. Não significou mais eficiência. Apenas custos maiores com uma engrenagem burocrática que se perdeu no próprio tamanho desmesurado.
No mesmo barco
No encontro dos futuros governadores em Brasília, quarta-feira, houve a entrega dos números de celulares e a comunicação tem sido intensa. Como marinheiros de primeira viagem e com problemas graves em seus Estados, querem consolidar o intercâmbio, acima de questiúnculas partidárias. Na troca de informações, concluíram que para a área da Educação precisam não só de bons administradores, mas secretários com experiência em sala de aula. Facilita o entendimento com os professores.
Comparando
Os 402 bilhões de reais que o governo federal já pagou de juros para rolar sua dívida, desde janeiro deste ano, permitiriam a construção de 383 mil escolas no País.
Passando o chapéu
O PSDB e o PT, derrotados na eleição ao governo de Minas Gerais, pedirão auxílio a diretórios regionais, incluindo o do Rio Grande do Sul. A dívida dos dois partidos chega a 4 milhões e 900 mil reais.
Acreditam no equilíbrio
Há economistas apostando que o novo governo federal vai pôr fim à polaridade entre liberais privatistas e intervencionistas estatizantes.
Água mole em pedra dura…
A Confederação Nacional dos Municípios fará, segunda e terça-feira da próxima semana, a última mobilização de 2018 em Brasília. Prefeitos reforçarão a pauta nos poderes Executivo, Judiciário e Legislativo. Insistentes, não entenderam ainda o que é a lei do mais forte.
Definitivo
Ensinamento do ministro Ricardo Lewandowski: “Na administração pública, vale o pró-sociedade e não o pró-réu”.
Um ano depois
Notícia de 17 de novembro de 2017: “O governador José Ivo Sartori vai convocar a Assembleia Legislativa para período extraordinário de sessões plenárias entre o Natal e o Ano Novo. Estará na pauta a votação do pacote de Recuperação Fiscal exigido por Brasília, que inclui a venda de estatais. De outra forma, a Secretaria da Fazenda seguirá sufocada”. Nada andou e a Fazenda está na mesma.
Sem fundo e motivo
A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, nesta semana, projeto que estabelece novas regras para o pagamento com cheques. Quase que obriga os comerciantes a aceitá-los. Suas Excelências, distantes do ramo, desconhecem os tipos, entre muitos outros, que circulam: “cheque-borracha” (bate no caixa do banco e volta), “cheque-boemia” (aqui me tens de regresso), “Sibéria” (é muito frio) e “Atleta” (quem recebe precisa sair correndo para receber).
Capítulo da rixa
O rompimento do programa Mais Médicos começa a ganhar espaços em rádios e jornais dos Estados Unidos. Aguardam apenas que alguns dos cubanos peçam asilo político para enviar repórteres para o Brasil.
Era esperado
Na Esquina Democrática, ontem, surgiu definição para o fim do Mais Médicos: dois bicudos não se beijam.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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