Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2016
O decreto de Emergência Econômica publicado pelo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que abre brechas para intervenção estatal em empresas privadas, é insuficiente para responder às necessidades do país, aprofunda o caráter intervencionista do governo chavista, invade as competências do Legislativo, abre um estado de exceção na área econômica e vai no sentido contrário às demandas financeiras venezuelanas. Essas são as opiniões de analistas.
“É um novo desastre econômico. É continuar avançando até o colapso econômico total com mais inflação, mais escassez, mais filas, mais fome. A situação já é insustentável em razão dos equívocos do governo mas agora, com o decreto, fica pior”, afirmou o economista José Cordeiro.
O decreto entrou em vigor na sexta-feira e passará pelo crivo da Assembleia Legislativa. Entre outras coisas, o texto permite que o governo se aproprie de mercadorias, instalações e meios de produção privados para aliviar a escassez de alimentos e produtos de primeira necessidade. Uma das críticas mais recorrentes ao decreto é a de que ele é pouco específico. Nesta segunda-feira, o vice-presidente, Aristóbulo Istúriz, vai à Assembleia para detalhar o projeto.
“Não eram as medidas esperadas. A expectativa era de que o presidente apresentasse aspectos mais específicos principalmente no que diz respeito aos setores produtivos agrícola, industrial e no câmbio”, disse José Rafael Márquez, da Universidade Central da Venezuela. Ele lembrou que ao permitir intervenções no setor privado, o decreto vai contra uma das maiores necessidades econômicas do país. (AE)
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